Ato político-cultural de apoio ao Ministério da Cultura

publicado: 17/12/2018 17h37,
última modificação: 21/01/2019 11h12

O diretor teatral Zé Celso manifesta seu apoio ao Ministério da Cultura
José Celso Martinez Corrêa*

iÓ !Público Adorado do Teatro Oficina
iÓ! Os que não conhecem ainda o Terreiro Eletrônico mas são amantes da cultura brazyleira universal .

O Olimpo de Dionisos é o público.

Estamos no sábado dia 14, comemorando a ‘Luta 1’ com 6 horas de duração e realizando o ato político-cultural de apoio ao Ministério da Cultura ricamente comandado por Gilberto Gil contra os cortes que o ameaçam.

Toda a peça se fará inspirada nesta sessão, na Luta pela Cultura Brazyleira agora.

Nesta noite, vem ver o espetáculo Jean Marie Songy, diretor do Festival de Aurillac para nos convidar para agosto deste “Ano Brasil na França”. Vamos apresentar quatro espetáculo de “Os Sertões”, em quatro diferentes dias numa rua desta cidade. Estamos convidados também a abrir a temporada de outono do Teatro Volksbhune de Berlin, onde Piscator começou as experiências de misturar cinema e teatro antes do nazismo, e hoje é dirigido por Frank Castorf considerado o grande artista alemão sucessor de Brecht e Heine Muller.

Tanto a viagem para a França quanto para a Alemanha dependem de parceria do Poder Público e Privado Brasileiro.

O retorno do facismo fundamentalista-cristão no Ocidente determinou no mundo todo uma luta imensa pela vida. Nesta luta a cultura brazyleira libertária, democrática-orgiástica-mestiça, complexa, ritmada pra além do bem e do miau, vem sendo extremamente valorizada, como a grande esperança de superação desta fase agônica do capitalismo racista-belicoso-moralista.

A utopia do capitalismo em achar que o dinheiro é tudo, é um lugar comum que está devastando a vida na Terra. Sentimos o valor da cultura do Brasil para os europeus no nosso próprio corpo quando apresentamos “Os Sertões” na Alemanha, o ano passado.

No Brasil neste momento nós temos, talvez, o Ministro da Cultura acho um dos mais talentosos que a história conheceu. Mas Gilberto Gil com todo seu empenho em defender a cultura como poder desencadeador até mesmo da riqueza econômica, com o lastro de sua grande e bela obra-vida-arte, está no impasse de não poder dar ao Brasil a sua contribuição milionária, devido aos cortes constantes de uma política econômica mais congestionadora que o tráfico de São Paulo.

Um dos melhores Ministros do Governo Lula, corre o risco de não poder desempenhar o papel a altura do seu talento e o do povo brazyleiro, devido a uma política colonialista, francamente inconsciente de não perceber a riqueza, o patrimônio até financeiro que nossa cultura significa para o mundo contemporâneo e pior de sua grande importância dinamisadora dos movimentos sociais, educacionais e de saúde, também jarreteados.

Por isso, neste sábado, estamos dedicando a sessão de a “Luta 1” no Teatro Oficina, como um ato de sim, de apoio a permanência de Gilberto Gil no Ministério, com as condições que todos precisamos no mundo para expandir esta mega agricultura que é nossa cultura viva, matriz de nosso desenvolvimento auto determinado.

Venham e vamos nos movimentar o quanto pudermos para que nossa maior riqueza possa nos dar toda a prosperidade que temos direito neste Brasil desigual, onde os mais excluidos não param de nos dar o hip hop, o funk, o samba, o carnaval, o maracatú,a marcha dos sem terra, de importancia maior que a coluna Prestes, o movimento dos sem teto, etc e vai etc nisto: o saber de sobreviver num trans-viver que comove o universo.

Que os responsáveis por nosso modelo econômico constrictor, blindador acordem.

*Evoés Furiosos!
*!Ruído das multidões, voz do povo.

* Fundador do Teatro Oficina, um dos criadores do Tropicalismo e Mérito Cultural de 2004