Artes visuais

Abertura do Pavilhão Brasileiro na Bienal de Veneza nesta quarta-feira (8) tem intensa movimentação

Entre os 90 países participando da 58ª Exposição Internacional de Arte, mostra brasileira se destaca ao ser visitada por galeristas e curadores de diversos lugares do mundo

publicado: 08/05/2019 16h17,
última modificação: 09/05/2019 16h31
Da esquerda para a direita, Gabriel Pérez-Barreiro, secretário Henrique Pires, 
embaixatriz Tania Cooper Patriota, José Olympio e Henrique Fabian de Carvalho (Foto: Ascom/Ministério da Cidadania)

O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, ficou surpreso com a enorme movimentação do Pavilhão do Brasil na 58ª Exposição Internacional de Arte, a Bienal de Veneza, nesta quarta-feira (8), dia de abertura da mostra. “É legal observar o respeito que o Brasil tem aqui na Bienal. Este ano, são 90 países participando e, para minha satisfação, constato, já na abertura, que o Pavilhão do Brasil é um dos mais movimentados, mais intensos, mais frequentados. São galeristas de diversos lugares do mundo, curadores de outras bienais, o que significa dizer que há um mercado, há um espaço para a arte brasileira”, afirmou. “É importante o governo estar aqui para sentir a percepção que o mundo tem da arte feita no Brasil”, destacou.

O presidente da Fundação Bienal de São Paulo, José Olympio da Veiga Pereira, responsável pela curadoria e pela montagem da exposição brasileira no Pavilhão do Brasil, atribui a intensa movimentação do local ao investimento especial que fizeram para promover a representação do Brasil em Veneza. “Este ano fizemos um investimento especial neste coquetel, chamamos as pessoas, divulgamos o trabalho. Porque a arte brasileira fala sobre o Brasil: se a gente mostra para o mundo que temos excelência nesta área, mostramos as nossas capacidades e reforçamos a nossa imagem”, explicou. Segundo Olympio, a missão da Fundação Bienal de São Paulo é promover as artes visuais brasileiras no mundo, mostrar quanta coisa interessante temos, a riqueza da nossa produção. “Tudo isso fala sobre nosso país, nossa capacidade, não só nesta área mas em tantas outras, especialmente no que diz respeito à criatividade.”

Arquitetura

Já pensando no Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorrerá em 2020 no Rio de Janeiro, o secretário Henrique Pires aproveitou para fazer contato com os arquitetos que vão participar do encontro, e mobilizar o público para a reinauguração do Palácio Capanema, e as comemorações dos 60 anos de Brasília. “Conversei com o Olympio para já começarmos a preparação para o ano que vem”, disse.

Localizado no centro do Rio de Janeiro (RJ), o Palácio Gustavo Capanema é ícone do Modernismo para o Brasil e para todo o mundo. Mais de 70 anos depois da inauguração do edifício, em 1946, suas fachadas inovadoras foram restauradas e entregues em 2018 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania. A restauração completa das fachadas, no valor de R$ 29 milhões, é uma etapa fundamental de uma série de obras que vêm sendo realizadas no local desde 2014. Desde o início da intervenção, já foram investidos R$ 42 milhões. A segunda etapa de obras, com cronograma previsto para 30 meses a partir de seu início, prevê a restauração, conservação e modernização da parte interna do edifício.

Tempos interessantes

Este ano, a 58ª Bienal de Arte de Veneza tem como tema May You Live In Interesting Times (Que você viva em tempos interessantes), que alude a períodos de incerteza, crise e turbulência.

A organização do Pavilhão Brasil está a cargo do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que, juntamente com o Ministério da Cidadania, selecionou a Fundação Bienal de São Paulo para conduzir a curadoria e a montagem da mostra brasileira. Para a edição de 2019, o comissariado ficou a cargo de José Olympio da Veiga Pereira e a curadoria, com Gabriel Pérez-Barreiro. A dupla de artistas Bárbara Wagner & Benjamin de Burca assina a videoinstalação e as fotos que ocupam duas salas expositivas do Pavilhão.

O Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial da Cultura, apoiou com R$ 600 mil a organização do Pavilhão Brasileiro. A mostra é uma das mais importantes no cenário artístico internacional e será inaugurada no próximo dia 11 de maio, com encerramento previsto para o dia 24 de novembro. Além do secretário especial da Cultura, a abertura do Pavilhão Brasileiro nesta quarta-feira, na Itália, contou com a presença de autoridades do MRE, da Embaixada do Brasil em Roma e do Conselho Consultivo Internacional da Bienal de São Paulo (IAB).

Serviço

Representação do Brasil na 58ª Exposição Internacional de Arte de Veneza
De 11 de maio a 24 de novembro de 2019
Pré-abertura: 8 a 10 de maio
Local: Giardini Castello, Padiglione Brasile, 30122, Veneza, Itália

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania