Programação cultural

Confira mostra sobre Audrey Hepburn, visita ao museu e espetáculos

Cinemateca Brasileira promove mostra sobre os 90 anos de nascimento da protagonista de Bonequinha de Luxo. Casa de Rui Barbosa realiza visita guiada voltada ao público infantil

publicado: 05/04/2019 10h33,
última modificação: 05/04/2019 10h34
Espetáculo de dança O Último Dia será exibido de 11 a 14 de abril, na Funarte São Paulo

Filmes estrelados pela atriz Audrey Hepburn são destaque na Cinemateca Brasileira, em São Paulo (SP), com 10 longas-metragens em exibição.No dia 13 de abril, o filme Bonequinha de Luxo será exibido em cópia 35mm na tela externa da instituição, em São Paulo. No Rio de Janeiro, a Casa de Rui Barbosa abre as portas ao público infantil, com uma visita guiada pelos cômodos da edificação e pelo jardim histórico. E a Fundação Nacional de Artes (Funarte) lança quatro novos espetáculos.

Confira a programação completa abaixo:

CINEMATECA BRASILEIRA

Mostra ’90 anos de Audrey Hepburn’
Até 13/4
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, promove, até  14 de abril (domingo), uma mostra em homenagem aos 90 anos de nascimento da atriz belga Audrey Hepburn, falecida em 1993 e famosa por filmes como “A Princesa e o Plebeu” (1953), pelo qual recebeu o Oscar de Melhor atriz, e “Bonequinha de Luxo” (1961), que será exibido no sábado (13), em cópia em 35 mm, na tela externa da Cinemateca. Toda a programação tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação das salas.
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Sessão ABC: O Galã
24/4, às 19h
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
A Sessão ABC é um evento mensal aberto ao público, com exibições de produções brasileiras, sempre seguidas de debates com a presença de diretores,diretores de fotografia, diretores de arte e demais técnicos envolvidos na realização das obras. A Sessão ABC de abril será no dia 24 (quarta-feira), coma exibição de O Galã (2019),de Francisco Ramalho Jr. Antes do longa-metragem, será exibido o curta O Sinaleiro (2015), de Daniel Augusto. E, após a exibição, haverá debate coma presença de Fernanda Carlucci, Lúcio Kodato, Samanta do Amaral e Romeu Quinto. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes da sessão, por ordem de chegada, sujeitos à lotação da sala. Toda a programação tem entrada gratuita.
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INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição ‘Ameríndios do Brasil’
Até 19/4
Endereço: Escritório Técnico do Iphan – Rua da Câmara, 124 – Tiradentes (MG)
O projeto Ameríndios do Brasil é o registro fotográfico das várias nações indígenas e sua persistência diante da civilização conquistadora. Trata-se do resgate, através da imagem, da beleza e da riqueza cultural daqueles que são a raiz dos rituais que atravessaram o tempo e das histórias que falam de povo brasileiro e nos transportam a um mundo tão perto quanto distante. É um trabalho ambicioso, que consiste na documentação sistemática da rica diversidade étnica brasileira neste início de século XXI.
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FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA

Um Domingo na Casa de Rui Barbosa
7/4, às 15h30 e às 16h30
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)
A edição de abril de Um Domingo na Casa de Rui Barbosa traz como tema a poesia. Durante a tarde, também serão realizadas visitas dramatizadas com dois personagens especiais: João e Baby, os filhos caçulas de Rui Barbosa. Eles percorrerão os principais cômodos da casa e também o jardim, lembrando histórias, jogos e curiosidades de momentos vividos juntos ao seu pai, Rui Barbosa, e família. Para cada sessão da visitação, serão distribuídas 30 senhas. A entrada é franca.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Mostra ‘Três Momentos da Pintura de Paisagem no Brasil’
Até 31/5
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A mostra “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil” aborda a evolução da prática da paisagem no Brasil. São 36 obras provenientes do acervo do MNBA e da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, ligada ao Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exibem “paisagens puras”, não tendo sido selecionadas paisagens urbanas ou marinhas. Algumas dessas obras não são expostas ao público há décadas. A mostra é dividida em três módulos e percorre um panorama conciso do exercício da pintura de paisagem no Brasil por artistas brasileiros, estrangeiros radicados no Brasil ou, ao menos, aqui ativos desde meados do século XIX até os anos iniciais do século XX. A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos, poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero. As visitações são de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
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A mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo do Museu Lasar Segall

Mostra ‘O desenho de Lasar Segall’
Até 17/6 – quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo (SP)
Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.
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Exposição ‘A Mulher e o Câncer do Colo do Útero’
Até 25/6 – segunda a domingo, de 8h às 17h30
Endereço: Museu da República – Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro (RJ)
Promovida em parceria com o Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a exposição conta com 20 painéis ilustrados e traz informações para que a população conheça melhor a doença e suas formas de enfrentamento ao longo da história até os dias de hoje.
A exposição destaca as formas de prevenção do câncer do colo do útero: a vacina contra o HPV antes do início da vida sexual (oferecida no SUS) e o exame preventivo (Papanicolaou), além do uso da camisinha. Sobre o Papanicolaou, mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual devem fazer um exame a cada três anos e, quando necessário, receber o tratamento adequado.
A exposição também é sensível às questões que a doença levanta em relação à sexualidade da mulher e aos obstáculos para a realização do preventivo, que,além da dificuldade de acesso aos serviços de saúde, envolvem desinformação,vergonha e medo, e aborda a transformação da medicina em termos de diagnóstico,prevenção e cura da doença. Os visitantes também podem conhecer um pouco dessa história nos painéis.
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Exposição ‘Contextos Afro Digitais’
Até março de 2020
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
A exposição Contextos Afro Digitais, cujo mote é mostrar como o afro-brasileiro está inserido e, sobretudo, se expressa, no universo da internet e dos meios digitais. A mostra apresenta as interações virtuais que permeiam o universo negro dentro da sociedade brasileira e faz parte do‘Projeto Selos 2019′.
O Projeto Selos tem por objetivo disseminar a missão do MAB, tem como missão institucional preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória,os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afro-descendentes, por meio de estímulo à reflexão e ao pensamento crítico, sobretudo quanto ao tema abolição, contribuindo para o fortalecimento da identidade e cidadania do povo brasileiro.
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FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

Espetáculo Flor da Lua é inspirado na obra da artista Margaret Mee

Espetáculo ‘A Flor da Lua’
De 6 a 7/4, 19h (sábado) e 18h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058  – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
A coreografia – que se constitui no instante presente – é inspirada na obra da artista e ilustradora botânica Margaret Mee e baseada na metáfora da flor da lua, uma espécie pouco conhecida, que geralmente é encontrada em florestas tropicais, como a Amazônica.  De cor branca e aspecto sutil, a flor, que nasce em um cacto, tem como principal característica o fato de desabrochar e durar apenas uma noite. As pessoas que tiveram oportunidade de vê-la florescer costumam dizer que experimentaram um perfume intenso e perceberam o movimento constante de suas pétalas. A peça é apresentada em capítulos breves e, assim como a flor da lua, nasce e perdura por uma única noite, a dança se expande a caminho do encerramento. A entrada é franca.
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Exposição ‘Via Crucis’
Até 7/4, das 10h às 19h30
Endereço: Galeria Fayga Ostrower, Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural – Brasília (DF)
A exposição Via Crucis, do artista visual e performer Ariel Nobre, e do fotógrafo Tarcísio Paniago. A mostra fotográfica faz alusão à metáfora da Páscoa Cristã, da transição da morte para a vida, propondo um novo recomeço. A exposição é dividida em dois momentos: Anunciação –gestação e nascimento do corpo e do sangue do artista, e Transubstanciação de morte em vida – o fim de um ciclo e o recomeço, no caso, a transição de Ariel do gênero feminino para o masculino, condensando o caminho até a cruz, morte e ressurreição. Gilberto Lacerda assina a curadoria da mostra.
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Exposição ‘Raízes’
Até 7/4, das 10h às 18h (terça asexta) e das 14h às 21h (sábados e domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Raízes é um projeto artístico que dialoga com as culturas ancestrais e suas vertentes contemporâneas. Por meio de desenhos, pinturas e um mural, Ju Costa exalta a diversidade e a singularidade das expressões artísticas de povos de matrizes africanas e indígenas, que acreditam no equilíbrio da natureza e valorizam suas raízes sociais. A artista representa a riqueza cultural e a pluralidade racial brasileiras.
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Exposição ‘Estar no mundo, sem ser do mundo’
Até 7/4, das 10h às 18h (terças a sextas) e das 14h às 21h (sábados e domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Estar no mundo, sem ser do mundo apresenta 12 pinturas inéditas, resultado de uma pesquisa realizada por Maíse Couto entre 2017 e 2018. As obras são fruto de uma imersão da artista em suas questões pessoais e do enfrentamento da rotina solitária e silenciosa do ateliê. As paisagens – que atravessam as fronteiras entre figuração e abstração – em geral são habitadas por uma criança inspirada nos retratos de sua filha. O símbolo personifica sua própria imagem infantil, em espaços indefinidos, em situações e ações que revelam resquícios de lembranças e imaginação.
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Espetáculo ‘O último dia’
De 11 a 14/4, 19h (quinta a sábado) e 18h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
O solo de dança de Henrique Lima explora seu corpo e entrega-se ao desafio de “construir um outro em si”. Para isso, utiliza a máscara realista de um ancião, escolha que permite ao bailarino experimentar um corpo estranho. Suas próprias angústias e agonias misturam-se às do personagem construído. Além disso, a fusão facilita a ativação de suas próprias memórias. Segundo Lima, na fusão de corpos reais e inventados, “ele vive cada dia como se fosse o último”.
A improvisação também é um elemento essencial no trabalho. O bailarino usa atécnica construída ao longo de sua carreira para alcançar a liberdade e a espontaneidade, criando, a cada apresentação, “um novo universo para o corpo”e uma conexão com o público. O artista propõe as seguintes reflexões sobre a natureza de seu trabalho autoral: “Como posso dançar?”, “como é meu movimento?”. A coreografia aborda, ainda, a ideia de renovação do ciclo que um corpo pode seguir: o corpo adulto de um artista que se comunica com o mundo, marcado por caminhos percorridos, memórias de lugares passados, palcos,espetáculos e encontros.
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Espetáculo ‘Os Outros’
De 12 a 21/4, 20h (sexta a sábado) e 19h (domingo)
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
É na peça Entre Quatro Paredes – um dos mais conhecidos textos de Sartre e que serviu como ponto de partida para a montagem de Os Outros – que o filósofo assinala a famosa frase “O inferno são os outros”. Um inferno onde todo sofrimento é imposto pelo outro, pela incapacidade que cada um tem de fugir ao julgamento alheio. A morte é a objetivação final. Cada personagem vê no outro a sua salvação. O poder de escolha de cada um é, ao mesmo tempo, uma liberdade e uma prisão, pois a escolha, apesar de ser flexível, é obrigatória.
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Espetáculo ‘Auto da Compadecida’
13/4, 19h
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
A montagem Auto da Compadecida é inspirada nas obras da cultura popular, com forte influência do cordel e dos autos do dramaturgo e poeta português Gil Vicente (1465 – 1536). O texto é do poeta e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014) e a direção de Rony Carvalho. No espetáculo homônimo, os parceiros Chicó e João Grilo inventam histórias impossíveis e enganam o povo de Taperoá (PB) por meio de suas narrativas mirabolantes. Chicó fantasia histórias como o “enterro do cachorro”, o “cavalo bento” e “a gaita que revivia os mortos com um sopro”. A intenção dos amigos é sobreviver à fome e à miséria em troca de algumas moedas.
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Espetáculo ‘Ariano – O Cavaleiro Sertanejo’
Até 14/4, às 19h (de domingo a domingo)
Endereço: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara, 17, Rio de Janeiro (RJ)
A peça é uma viagem ao universo nordestino, por meio de alguns ícones da sua cultura, como o cancioneiro, o sertanejo, o repente, o forró, o mamulengo e o Movimento Armorial – idealizado e dirigido por Ariano Suassuna. O objetivo do Movimento é o de valorizar a cultura popular do Nordeste, criando uma espécie de arte brasileira erudita a partir das raízes da cultura do país. No espetáculo, seis cavaleiros saem à procura de Suassuna. Invadem a cidade nordestina de Armorial munidos de muita música, amor e poesia. Eles cantam e contam a lenda do cavaleiro nordestino. “Aquele que nasceu, amou,viveu e lutou, usando as armas mais potentes: a pena e a tinta”. O cavaleiro andante, de mistérios e mitos deixou seu legado e perpetuou suas histórias,sendo intitulado Ariano – O Cavaleiro Sertanejo.
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Espetáculo ‘Abigail Williams ou De onde surge o Ódio’
Até 28/4, às 20h (sexta e sábado) e às 19h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
O espetáculo, com direção de Nathália Bonilha e dramaturgia de Vinicius Garcia Pires e da Cia Ato Reverso, é inspirado na peça teatral As bruxas de Salém, de Arthur Miller, e atualizado para a contexto político e social contemporâneo. A partir da história de Abigail Williams e de seu envolvimento no processo de caça às bruxas instituído pelo governo fictício de SS (Salém-São Paulo), a montagem aborda as relações entre os campos político, religioso e midiático, remetendo à manipulação da opinião pública e à intolerância moral. O espetáculo propõe uma reflexão sobre as questões: “De onde nasce o ódio? Como a sociedade em que vivemos permite e promove o extermínio diário de parte de nós mesmos? Quais são as bruxas caçadas atualmente e por quais razões?”
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