Digitalização

Especialista do Ibram detalha sistema de repositório digital em Haia

Projeto Tainacan é voltado à gestão de acervos culturais de arquivos, bibliotecas e cinematecas. Dez museus do Ibram utilizam a ferramenta

publicado: 21/03/2019 15h49,
última modificação: 22/03/2019 09h54
José Murilo Carvalho apresentou as funcionalidades do Tainacan durante a 
Conferência Biblioteca Digital Mundial, em Haia, na Holanda (Foto: Acervo pessoal) 

O coordenador de Arquitetura da Informação Museal do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José Murilo Costa Carvalho Júnior, detalhou o projeto Tainacan (repositório digital voltado à gestão de acervos culturais de arquivos, bibliotecas e cinematecas) a integrantes da World Digital Library Conference (Conferência Biblioteca Digital Mundial), que ocorre até esta sexta-feira (22), na cidade de Haia, na Holanda. O Ibram é vinculado ao Ministério da Cidadania.

“A oportunidade do encontro em si é excelente, pois congrega especialistas que enfrentam desafios análogos. Isso gera oportunidades de colaboração promissoras”, avaliou Carvalho. “Vários colegas do México, do Japão e da Nova Zelândia repercutiram os conteúdos após a apresentação. Outros da Europeana (biblioteca virtual desenvolvida por países da União Europeia), que conhecem o Tainacan, ficaram impressionados com os avanços no último ano”, conta.

O convite para detalhar o Tainacan em Haia surgiu porque a organização da conferência desenvolve o projeto da Biblioteca Digital Mundial (WDL) e necessita discutir qual será a forma de implementação técnica e de formato futuros. “Como estamos no Ibram desenvolvendo a implementação de uma solução técnica que parece atender alguns dos requisitos de interoperabilidade do projeto, fomos convidados a participar”, explica Carvalho, que participa nesta quinta-feira (21) de reunião sobre a WDL.

A ferramenta Tainacan também permite a integração de sites institucionais, a criação de coleções, a publicação de conteúdos nas redes sociais, o aumento da interconexão com outras instituições de memória, além da colaboração de usuários. Atualmente, 10 museus administrados pelo Ibram estão no sistema.

Até o final de 2019, todos os demais museus da rede Ibram – 30 no total – também disponibilizarão seus acervos na plataforma. As faculdades de museologia da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aderiram à plataforma como repositório de suas exposições, além da Funarte e do Museu do Índio (Funai/MJ).

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