Exposição

Exposição no CCBB Brasília retrata influência árabe na América Latina

Mais de 30 fotos feitas retratam o riquíssimo patrimônio latino-americano inspirado na Alhambra, em Granada, Espanha. Secretário Henrique Pires participou da abertura

publicado: 14/05/2019 12h16,
última modificação: 14/05/2019 12h20
O edifício da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, de inspiração árabe, é um dos patrimônios retratados na exposição (Foto: Divulgação)

Está aberta até 16 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília (DF), a exposição Alhambras – o Legado Andalusí na América Latina. A mostra reúne mais de 30 fotografias feitas em diversas regiões da América Latina que retratam o riquíssimo patrimônio latino-americano inspirado na Alhambra – palácio localizado em Granada, no sul da Espanha, considerado um dos maiores símbolos do domínio árabe na Península Ibérica – e também em outros edifícios construídos durante esse período.

A exposição busca mostrar como a estética “neoárabe” se desenvolveu na Ibero-América, por meio de arquitetos que viajavam pelas cidades europeias e traziam à América Latina esse olhar arquitetônico. A mostra inclui ainda uma mesa redonda nesta terça-feira (14), às 19h, no hall do Museu Banco do Brasil, sobre a influência árabe na arquitetura brasileira e latino-americana. As visitas podem ser feitas de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada franca.

O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, esteve presente à abertura oficial da exposição, na noite dessa segunda-feira (13). Ele destacou a importância do evento, que traz ao público um relevante legado arquitetônico e cultural. “A exposição está excelente, muito significativa. Uma das fotos, inclusive, é de um exemplar magnífico dessa estética árabe, que é o prédio da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro”, destacou Pires.

Projetado pelo arquiteto Luiz Moraes Junior (1872 – 1955), o edifício da Fundação Oswaldo Cruz começou a ser erguido em 1905 e foi concluído em 1918. A linguagem árabe usada por Moraes seguiu o fenômeno que atingiu a Europa, a partir da década de 1840, principalmente a Espanha e a Inglaterra, como reação ao classicismo vigente. Em seu aspecto decorativo, o pavilhão central do prédio lembra a Alhambra e também o Observatório de Monstsouris, na França, frequentado por Oswaldo Cruz durante sua especialização em microbiologia.

Durante seu discurso, o secretário Henrique Pires destacou a parceria com a Embaixada da Espanha no Brasil. “O embaixador (Fernando García Casas) tem sido extremamente simpático com o Brasil. Ele tem o hábito, nos feriados prolongados, de pegar o automóvel e ir com a família conhecer recantos do País. Isso, certamente, tem contribuído para que ele identifique singularidades e situações que permitam que se faça esse tipo de identificação de um legado como esse dos árabes”, observou.

Sobre a Alhambra

A Alhambra é uma cidade palaciana localizada em uma colina de Granada, na Espanha, construída em 1232 pela dinastia de reis muçulmanos Nazarí, os últimos muçulmanos que dominaram a Península Ibérica. Repletas de detalhes como frestas, mosaicos e azulejos coloridos, as edificações produzem uma ilusão ótica: o reflexo do palácio o faz parecer maior do que realmente é e suas colunas causam a impressão que estão apoiadas no espelho d’água.Em 1492, os Nazari foram forçados a entregá-la aos Reis Católicos. Dessa forma, Alhambra se tornou patrimônio da Coroa Espanhola. Atualmente, é um dos monumentos mais visitado da Espanha.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania
Com informações do CCBB Brasília