Programação cultural

Funarte recebe seis peças e Casa de Rui oferece atividades para crianças

Novidades da Fundação Nacional de Artes estão nas unidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG)

publicado: 04/10/2019 17h29,
última modificação: 09/10/2019 17h38

Novidades da Fundação Nacional de Artes estão nas unidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG)

Espetáculo ‘Mãe, Raiz do Morro’. Foto: Roberth Michael

Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) recebem novidades nas unidades da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Na capital mineira, estreia o espetáculo ‘Mãe, Raiz do Morro’. Já na capital paulista, são cinco novos shows, incluindo a apresentação ‘Mágicas e Alegrias’. No Rio de Janeiro (RJ), a Casa de Rui Barbosa oferece duas atividades guiadas para as crianças, além de inaugurar uma exposição em homenagem à estética Bauhaus. Confira a programação completa:


FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

Espetáculo ‘Em um Passe de Mágica’
5/10
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)
Criado em 2013, o grupo Dá Trabalho Mas é Bom foi concebido como um projeto voluntário de aulas de teatro para crianças de 7 a 13 anos. Os participantes são crianças residentes na ocupação do prédio abandonado que abrigou por muitos anos o Lord Palace Hotel, no bairro paulistano de Santa Cecília. Devido à precariedade daquele espaço, pouco tempo depois da criação o grupo precisou procurar um novo lugar para os encontros. Atualmente, as crianças e a coordenadora do projeto, a professora Hévelin Gonçalves, reúnem-se nas noites de terça-feira numa sala de ensaios da Funarte SP. Entre os frutos desse trabalho está uma participação na criação do espetáculo Navegar, do grupo Esparrama, em 2016. Além disso, o grupo estreou em 2018 uma criação própria: a peça Em um Passe de Mágica, apresentada na Sala Guiomar Novaes do Complexo Cultural Funarte SP. No dia 5 de outubro, sábado, o grupo retorna à sala para mais uma apresentação.
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Espetáculo ‘Mãe, Raiz do Morro’
Até 5/10
Endereço: Funarte MG – Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
Como se equilibrar entre o mito da mãe ideal e os desafios de educar seus filhos dentro de um espaço tão emblemático como a favela? Ser mãe no morro é diferente de ser mãe fora dele? Foi buscando responder a essas questões que as atrizes do Coletivo “O Teatro Entre Elas” – mães e moradoras de favelas – entregaram-se a um processo de trabalho com as memórias pessoais, pesquisa e registro de relatos de outras mães e moradoras de comunidades, para construírem o espetáculo “Mãe, Raiz do Morro”. O que se busca com essa peça é revelar a face materna das mulheres que, transitando as vielas do morro, embalaram em seus braços sonhos, trabalho e desejos de um destino melhor. A oficina “O Teatro Entre Elas” é um projeto da Casa do Beco que reúne mulheres moradoras do Morro do Papagaio / Barragem Santa e Alto Vera Cruz para, através das técnicas do teatro, compartilharem e discutirem, umas com as outras, suas experiências, emoções e questões de vida, que são representadas em cenas improvisadas. A iniciativa surgiu em 2011, fruto de um desejo antigo da equipe do Grupo do Beco (grupo de teatro que deu origem à Casa do Beco) de trabalhar com mulheres do morro e fazê-las representar a própria história de vida nos palcos.
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Ocupação ‘Encruzilhadas Vissungueiras’
Até 6/10
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)
O grupo Ponte Elemento Per ocupa a sala Carlos Miranda, do Complexo Cultural Funarte SP, com cinco espetáculos distintos, mas tendo em comum a abordagem da cultura afro-brasileira ou afro-americana. Na primeira semana, a ocupação traz a ‘palestra-performance’ A Grande Encruzilhada: Brasil +EUA (De antigos cantos novos poemas). Fruto de uma residência artística, realizada em julho, por parte da equipe da Plataforma Garimpar em Minas Negras Cantos de Diamante, o encontro tem elementos de conversa e também de espetáculo. Os artistas visitaram quatro cidades históricas do sul dos Estados Unidos, recolhendo daí o material para a conversa. O ponto de partida serão imagens e impressões sobre os encontros humanos e artísticos, entre as tradições musicais brasileira e estadunidense de matriz africana. 

Em seguida, de 20 a 22 de setembro, entra uma programação musical, com a participação de artistas convidados. Dia 20, o grupo Bate Canela vai ao palco mostrar os resultados de sua pesquisa em torno dos vissungos – cantos de origem centro-africana que ocorrem no interior de Minas Gerais desde o século XVIII. Graciela Soares (voz), Marcelo Araújo (baixo e voz) e Adriel Job (percussão e voz) propõem arranjos contemporâneos para o álbum O Canto dos Escravos, considerado um clássico.

Dia 21, sexta, é a vez da cantora e compositora angolana Jéssica Areias. Acompanhada de Gustavo Marques (violão) e Cauê Silva (percussão), ela apresenta clássicos da música popular de seu país. Luciano Mendes de Jesus e a equipe artística da plataforma Garimpar em Minas Negros Cantos de Diamante realizam a Cantoria Vissungueira no dia 22 de setembro. Todos que queiram experimentar as sonoridades dos vissungos em suas próprias vozes são convidados a participar. Depois de cada apresentação musical, haverá um bate-papo entre o público e os artistas. A classificação etária é de 14 anos e a duração das apresentações é de 80 minutos.

Encerra a programação, de 27 de setembro a 6 de outubro, uma temporada de Episódio III: Banzo e os Filhos dos Antigos. No espetáculo, diferentes histórias se entrecruzam, tendo como base comum a procura das raízes africanas ou uma saudade difusa das origens, de uma África que não se conheceu e que já não existe mais. Personagens de um universo fantástico e poético caminham e empreendem suas buscas, encontrando-se em ‘encruzilhadas de uma grande memória de si e do mundo’.
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Show ‘Mágicas e Alegrias’
Até 24/10
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)
A Sala Guiomar Novaes recebe o espetáculo Mágicas e Alegrias, realizado pela Associação dos Mágicos de São Paulo. Dirigido por Nicolas Jean Condoyannis, o show conta com a participação de 14 artistas, entre mágicos e palhaços. O ingresso é gratuito. A Associação de Mágicos de São Paulo (AMSP) foi criada em 1955 e, durante 50 anos, foi presidida por Paschoal Ammirati (mágico Frá-Diavolo), que faleceu em 2014. Atualmente, a associação é presidida por Nicolas Jean Condoyannis (mágico King). O objetivo é reunir mágicos profissionais e amadores com o propósito de elevar o nível da arte mágica no Brasil por meio de conferências, encontros e noites festivas.
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Espetáculo ‘Conto Que Te Quero Tanto’
Até 27/10
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)
Um burro e uma arara dividem com a plateia seus anseios e medos diante do contato ameaçador com o homem. Essa é a situação proposta pelo espetáculo infantil Conto Que Te Quero Tanto. Márcio Thùrassi e Amilton Ferreira, do grupo T.A.C., vivem as duas personagens no palco da Sala Arquimedes Ribeiro, do Complexo Cultural Funarte SP. As diferenças entre as personagens dão o mote para a abordagem de temas como a tolerância e o respeito. A arara e o burro têm em comum o receio da urbanização e da ameaça humana. A necessidade de um ajudar o outro para a superação desse medo põe em primeiro plano, na peça, valores como a solidariedade e a amizade.
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Exposição ‘Muirapiranga’
Até 19/01/2020
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)
A Funarte SP recebe a exposição Muirapiranga, da artista paranaense Elizabeth Titton. A mostra, que permanece em cartaz até 19 de janeiro de 2020 – nas galerias Flávio de Carvalho e Mario Schenberg e no Pátio do Complexo Cultural Funarte SP –, apresenta ao público esculturas de grandes dimensões, em aço corten oxidado. Desde os anos 2000, o trabalho de Elizabeth Titton tem estreitado relações com a indústria, sobretudo a de metalurgia. Ao mesmo tempo, a artista jamais abandonou a observação e as referências a elementos da natureza e de culturas tradicionais, como as pinturas corporais dos indígenas do Xingu. A exposição que agora chega aos espaços de artes visuais da Funarte SP harmoniza esses âmbitos a princípio distantes ou excludentes entre si. Muirapiranga é uma árvore amazônica de madeira avermelhada, semelhante à do pau-brasil. O nome da exposição relaciona essa cor à ferrugem que a artista propositalmente fez cobrir o metal das esculturas.
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CINEMATECA BRASILEIRA

Mostra Documentários
Até 6/10
Endereço: Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
A Mostra contempla documentários sobre diferentes gêneros musicais e grandes nomes da música nacional, todos produzidos nas últimas duas décadas. E vai desde a biografia de um dos maiores sambistas, Cartola – Música para os olhos, dirigido por Hilton Lacerda e Lírio Ferreira, à pesquisa minuciosa sobre o movimento punk no País, em Botinada!A origem do punk no Brasil, perpassando pelas histórias de vida de alguns dos mais importantes nomes da música popular brasileira nos anos 1960, como o longa Loki: Arnaldo Baptista, sobre o mutante paulista, e a biografia do roqueiro baiano Raul – O início, o fim e o meio, dirigida pelo fotógrafo Walter Carvalho. Destacam-se o panorama do cancioneiro brasileiro da cinemanovista Helena Solberg, Palavra (En)Cantada; a vida dos dançarinos e o sucesso do estilo de dança do funk carioca, em A batalha do passinho; o registro do Festival de Águas Claras, o “Woodstock brasileiro”, em O barato de Iacanga – ainda inédito no circuito comercial brasileiro; o minucioso retrato do músico Itamar Assumpção, figura central da música paulista, em Daquele instante em diante, de Rogério Velloso. Toda a programação tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito a lotação da sala.
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CASA DE RUI BARBOSA

Jardim da Casa de Rui Barbosa. Foto: Divulgação

Um domingo na Casa de Rui Barbosa
6/10, às 14h
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)

A natureza é fundamental para nosso desenvolvimento e equilíbrio, sem ela seria impossível nos mantermos vivos. Por isso, na edição de outubro da série Um Domingo na Casa de Rui Barbosa vamos aprender, brincando, a ter uma vida mais sustentável e um olhar mais atento em relação a mãe natureza. O evento acontece no dia 6/10, a partir das 14 horas. Durante a tarde serão realizadas visitas dramatizadas ao Museu Casa de Rui Barbosa com dois personagens especiais: João e Baby, os filhos caçulas de Rui Barbosa. Eles percorrerão os principais cômodos da casa e também o quintal, lembrando histórias, jogos e curiosidades de momentos vividos juntos ao seu pai, Rui Barbosa e família. Para cada sessão da visitação serão distribuídas 25 senhas, a partir das 14h.
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Roda de movimento no Jardim
11/10, de 9h às 11h
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)

A atividade promovida pela Biblioteca Infantojuvenil Maria Mazzetti é destinada a crianças de 1 mês a 3 anos de idade e é necessária a presença de um responsável junto ao bebê. A ação será no dia 11 de outubro, de 9h às 11h, no Jardim Histórico do Museu Casa de Rui Barbosa.
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Expo Bauhaus
Até 20/10
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)

O porão do Museu Casa de Rui Barbosa recebe a “EXPO BAUHAUS” produzida pela Escola Alemã Corcovado. Os visitantes poderão conferir uma coletânea de trabalhos realizados por alunos da instituição, em comemoração ao centenário da Bauhaus, uma icônica escola de artes alemã, conhecida por influenciar e revolucionar o design, a arquitetura e as artes mundialmente. Com inspiração na famosa frase “menos é mais”, popularizada por Ludwig Mies van der Rohe, professor da Bauhaus e arquiteto, a “EXPO BAUHAUS” é composta por cinco obras produzidas por alunas e alunos de 5 a 11 anos de idade da escola. As artes são coloridas, interativas, lúdicas e fazem uso de elementos primordiais da estética artística da Bauhaus como formas geométricas e cores primárias e secundárias. Além disso, foram utilizados materiais sustentáveis como caixas de papelão usadas, a fim de incentivar o uso consciente de materiais de reciclagem. A exposição é aberta ao público e estará disponível para visitação de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.
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Mostra ‘Um Jardim de Tradições’
Mostra permanente
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)
Com uma seleção de fotos do Arquivo Casa de Rui Barbosa, combinada com imagens dos atuais pequenos frequentadores, a exposição tem como propósito registrar o espírito lúdico e receptivo do Jardim Histórico. A museóloga do museu-casa Aparecida Rangel ressalta que o objetivo é “reafirmar o Jardim como forma de lazer e acolhimento, desde o século XIX, tempo de seu patrono Rui Barbosa, até os dias de hoje”. Por isso, a iniciativa é tida pelos organizadores como uma forma de reverência ao espaço cultural. A mostra temática ocorre no quiosque do Jardim Casa de Rui Barbosa, localizado na Rua São Clemente, 134, em Botafogo, no Rio de Janeiro, e está aberta ao público de terça à sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. A entrada é franca.
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BIBLIOTECA NACIONAL

Exposição ‘Euclides da Cunha. Os sertões, testemunho e apocalipse’
Até 5/10
Endereço: Espaço Cultural Eliseu Visconti – Rua México s/n – Rio de Janeiro (RJ)
Dividida em quatro módulos – Os Sertões, Canudos, A República imaginada e a vida carioca e Canudos 2017 –, a exposição percorre uma linha do tempo que começa em 1830, com o nascimento de Antônio Conselheiro, vai a 1866, quando nasce Euclides da Cunha, lembra 1888, quando o escritor tenta quebrar sua espada do Exército à frente do ministro da Guerra e depois desliga-se da corporação e começa a carreira de jornalista, como defensor da república no jornal A República de São Paulo, hoje O Estado de S. Paulo; vai até a posse de Prudente de Morais, primeiro presidente civil, e chega à Guerra de Canudos, em 1896/1897: o primeiro enfrentamento dos seguidores de Antônio Conselheiro com as tropas do governo da Bahia; os ataques do Exército brasileiro contra o Arraial de Canudos, que passou a ser considerado foco monarquista; o cerco final, a morte de Antonio Conselheiro e a rendição final de Canudos, arrasado e incendiado, em 1897. Estarão expostas 130 peças do acervo da Biblioteca Nacional, cinco desenhos a carvão de Adir Botelho (pertencentes ao Museu Nacional de Belas Artes) e 14 imagens de Flavio de Barros, cedidas pelo Museu da República.
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INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÌSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição ‘Sul a Sul: cultura popular da região’
Até 13/10
Endereço: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179 – Rio de Janeiro (RJ)
Apesar de ser a menor região em extensão territorial, os mais de 29 milhões de habitantes dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul trazem ao tempo a memória e os costumes de seus antepassados, ressaltando-as em suas celebrações, sons, danças, ritmos e diversas expressões de saberes e fazeres reproduzidos, também, na arte do artesanato. Um pouco desse universo cultural é tema da exposição Sul a Sul: cultura popular da região, que apresenta gratuitamente seleção de peças e imagens que refletem a pluralidade das manifestações culturais sulistas, algumas delas reconhecidas pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil. Assim, o público poderá conhecer um pouco mais sobre o Fandango Caiçara (PR); as Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas (RS); a Procissão do Senhor dos Passos, realizada em Florianópolis (SC), além da Tava, lugar de referência para o Povo Guarani (RS) e da Roda e Ofício dos mestres de capoeira, uma manifestação de âmbito nacional. A mostra, que segue até o dia 13 de outubro, apresenta ainda peças do acervo do CNFCP, feitas por artesãos da Região Sul. Entre elas, a renda de bilro de Florianópolis, o artesanato em palha de milho de Mafra e as pêssankas de Itaiópolis, todas cidades de Santa Catarina, além dos acessórios femininos feitos pela Colônia de Pescadores de Pelotas (RS).
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INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Exposição ‘Estadia 3’
Até 6/10
Endereço: Museu da Inconfidência – Praça Tiradentes, s/n – Ouro Preto (MG)
A exposição reúne professores da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem como objetivo abordar a representação dos espaços abertos em consonância com as diversas formas de expressão: a gravura, a fotografia, a cerâmica e as matizes naturais impressas pela natureza. Segundo o grupo de professores, “Grassar: ações continuadas em arte”, estadia é uma derivação da ideia de residência, distanciando-se da fixidez daquilo que reside e apontando para o estatuto de uma condição processual. O título dado a essas experiências, com os dois pontos (:) sem associação com uma sequência, afirma um convite ao aberto.
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Exposição ‘Melvin Edwards’
Até 27/10
Endereço: Museu da República – Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro (RJ)
Nascido nos Estados Unidos em 1937, Melvin Edwards se tornou célebre por suas esculturas abstratas de metal em aço. Em suas obras, ainda que abstratas, as ferramentas agrícolas como memória de sua infância no sul dos Estados Unidos estão presentes, além de correntes que podem remeter, segundo o artista, aos elos de conexão entre as pessoas. Nesse sentido, a exposição tem como objetivo explorar diferentes vertentes do trabalho do escultor, criando um leque de raciocínios desenvolvido pelo artista ao longo dos anos de pesquisa. Reconhecido como pioneiro na arte contemporânea afro-americana, Melvin Edwards funde engajamento político com abstração, produzindo objetos densos, fortes e carregados de significados. Sua obra procura conciliar o interesse na abstração com a satisfação por contar a história da cultura negra, buscando o diálogo com as lutas históricas e contemporâneas. A exposição inclui obras de aço, como “Boa sorte, primeiro dia”, típicas do estilo do artista, mas também aquarelas que dialogam com o peso do metal.
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Exposição ‘Culturas Africanas – arte, mitos e tradições’
Até 9/11
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
Em forma de releitura de máscaras, escudos, objetos rituais de uso lúdico e utilitário da África, a exposição apresenta, também, algumas peças originais de vestuário da nobreza tradicional africana. A mostra é resultado dos trabalhos realizados por 16 pesquisadores do CAC sobre modelagem em argila. O projeto tem a direção da professora Suely Cisneiros Muniz, da UFPE, e orientação e curadoria do professor Paulo Lemos de Carvalho, pesquisador em antropologia da arte tradicional africana, além dos 16 pesquisadores do CAC.
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Exposição ‘Entre o acervo e o estúdio’
Até 1/12
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugurou a mostra da artista gaúcha, Marilice Corono, ‘Entre o acervo e o estúdio’. De acordo com a artista, a seleção das 32 obras que integram a exposição foi determinada pelo estudo dos gêneros, pelo caráter autorreferencial da maior parte das imagens, pela qualidade que apresentam e por aspectos afetivos e pessoais. Na exposição, algumas pinturas tornaram-se significativas, como a publicação ‘Iniciação a Pintura’ (1976) de um dos pioneiros da restauração no país, Edson Motta, professor de teoria, técnica e conservação da pintura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) entre os anos de 1945 e 1980 e autor de livros essenciais para a formação da artista. Com carreira iniciada na década de 1990, Corono já integrou mostras coletivas em vários estados do Brasil. Desde 2005, a artista realiza projetos de exposição que têm como tema o próprio espaço onde as obras são apresentadas. Além de artista visual, ela é professora de pintura do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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Exposição ‘Contextos Afro Digitais’
23/3/2020
Endereço: Museu do Açude – Estrada do Açude, 764 – Rio de Janeiro (RJ)
A mostra exibe cerca de 20 instalações inéditas, em chapas de aço expostas ao ar livre, nos jardins do museu. São girafas com 3,5m de altura, elefantes e polvos gigantes, além de outros bichos em exibição no espaço. A mostra também tem o objetivo de estimular o lúdico nas crianças, que poderão fazer sua própria obra de arte, reproduzindo um megabicho em papelão. Marcos Scorzelli é carioca, formado em Design pela PUC Rio e começou a carreira inovando em projetos de arquitetura como designer de interiores corporativo e de cenografia. Com seu pai, criou a Scorzelli Arquitetura e Design em 1993 e, ao longo de 23 anos, recebeu vários prêmios por projetos corporativos desenvolvidos para grandes empresas. Fotógrafo amador, é apaixonado pelo Rio. Desenvolveu sua linguagem vivenciando a natureza e explorando todos os cantos da capital fluminense.
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