Programação cultural

História dos Carnavais, cinema espanhol e teatro na programação cultural

Semana apresenta mostra 6x Carlos Saura, visita à Casa Rui Barbosa e novos espetáculos na Funarte do Rio de Janeiro e de São Paulo

publicado: 12/04/2019 12h02,
última modificação: 12/04/2019 12h03

Nesta semana, o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, resgata a história dos carnavais em diferentes épocas, com obras de Di Cavalcanti e da coleção do Museu Villa Lobos. Também no Rio, estreia o espetáculo Abujamra Presente, um tributo ao ator e diretor Antônio Abujamra, e a Casa de Rui Barbosa abre seu jardim histórico para visitação. Na capital paulista, o espetáculo “Os Lunáticos” estreia em curta temporada na Funarte SP e a Cinemateca Brasileira destaca as obras do cineasta espanhol Carlos Saura. Confira a programação completa abaixo:

CINEMATECA BRASILEIRA

Mostra ’90 anos de Audrey Hepburn’
Até 13/4
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, promove, até  14 de abril (domingo), uma mostra em homenagem aos 90 anos de nascimento da atriz belga Audrey Hepburn, falecida em 1993 e famosa por filmes como “A Princesa e o Plebeu” (1953), pelo qual recebeu o Oscar de Melhor atriz, e “Bonequinha de Luxo” (1961), que será exibido no sábado (13), em cópia em 35 mm, na tela externa da Cinemateca. Toda a programação tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação das salas.
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Sessão ABC: O Galã
24/4, às 19h
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
A Sessão ABC é um evento mensal aberto ao público, com exibições de produções brasileiras, sempre seguidas de debates com a presença de diretores, diretores de fotografia, diretores de arte e demais técnicos envolvidos na realização das obras. A Sessão ABC de abril será no dia 24 (quarta-feira), coma exibição de O Galã (2019),de Francisco Ramalho Jr. Antes do longa-metragem, será exibido o curta O Sinaleiro (2015), de Daniel Augusto. E, após a exibição, haverá debate coma presença de Fernanda Carlucci, Lúcio Kodato, Samanta do Amaral e Romeu Quinto. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes da sessão, por ordem de chegada, sujeitos à lotação da sala. Toda a programação tem entrada gratuita.
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Flamenco é um dos filmes que serão exibidos na mostra 6X Carlos Saura, na Cinemateca Brasileira

6x Carlos Saura
De 18 a 21/4
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
Breve panorama de um dos mestres do cinema espanhol, Carlos Saura, responsável por difundir a música e a dança espanholas por meio do cinema. A Mostra conta com a exibição integral de sua Trilogia Flamenco, estrelada por Antonio Gades e composta pelos longas-metragens “Bodas de sangue” (1981), “Carmen” (1983) e “Amor bruxo” (1986). Os três filmes são adaptações de importantes obras do teatro e da música: respectivamente, a peça homônima do poeta espanhol Federico García Lorca, a novela do escritor Prosper Mérimée e do balé de mesmo nome do compositor Manuel de Falla. E conta, ainda, com a projeção no suporte original 35mm de cópias pertencentes ao acervo da Cinemateca dos filmes “Cría Cuervos” (1976), sucesso de público e crítica, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 1976; “Doces Momentos do Passado” (1982), melodrama cuja atmosfera mistura realidade, sonhos e memória; e “Flamenco” (1995), no qual retoma a dança flamenca da trilogia anterior. Toda a programação tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala.
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INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição ‘Ameríndios do Brasil’
Até 19/4
Endereço: Escritório Técnico do Iphan – Rua da Câmara, 124 – Tiradentes (MG)
O projeto Ameríndios do Brasil é o registro fotográfico das várias nações indígenas e sua persistência diante da civilização conquistadora. Trata-se do resgate, através da imagem, da beleza e da riqueza cultural daqueles que são a raiz dos rituais que atravessaram o tempo e das histórias que falam de povo brasileiro e nos transportam a um mundo tão perto quanto distante. É um trabalho ambicioso, que consiste na documentação sistemática da rica diversidade étnica brasileira neste início de século XXI.
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FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA

Jardim em Foco
13/4, às 15h
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)
O Museu Casa de Rui Barbosa prosseguirá, no ano de 2019, o projeto “Jardim em foco”, marcando sua reabertura completa ao público e integrando o jardim histórico às atividades culturais e pedagógicas oferecidas pela instituição. O projeto é uma oportunidade de conhecer mais sobre o espaço, com visitas mediadas, destacando a sua flora e fauna, um panorama da vida de Rui Barbosa e sua família, bem como os usos atuais como jardim histórico, tombado pelo Iphan. Até dezembro, o projeto oferecerá duas visitas por mês. A atividade será realizada com distribuição prévia de senhas e a entrada é gratuita. Em caso de chuva, a visita é cancelada.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Tipo de Índio, de Di Cavcalcanti, é uma das obras presentes na exposição O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA

Exposição ‘O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA’
Até 29/6
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A mostra “O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA” tem como fio condutor a atuação do carnaval em diferentes épocas. O primeiro núcleo retrata o Carnaval no Rio de Janeiro, o segundo núcleo apresenta os desenhos feitos por Di Cavalcanti, a convite de Villa Lobos, para os figurinos do bailado do carnaval das crianças. Por fim, a infância no Brasil no início do século XX. A exposição conta com trabalhos de artistas como Di Cavalcanti, Tomás Santa Rosa, Tereza Miranda, entre outros, pertencentes ao acervo do MNBA, além de obras da coleção do Museu Villa Lobos e uma pintura do acervo do colecionador Eduardo Cavalcanti.
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Mostra ‘Três Momentos da Pintura de Paisagem no Brasil’
Até 31/5
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A mostra “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil” aborda a evolução da prática da paisagem no Brasil. São 36 obras provenientes do acervo do MNBA e da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, ligada ao Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exibem “paisagens puras”, não tendo sido selecionadas paisagens urbanas ou marinhas. Algumas dessas obras não são expostas ao público há décadas. A mostra é dividida em três módulos e percorre um panorama conciso do exercício da pintura de paisagem no Brasil por artistas brasileiros, estrangeiros radicados no Brasil ou, ao menos, aqui ativos desde meados do século XIX até os anos iniciais do século XX. A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos, poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero. As visitações são de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
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A mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo do Museu Lasar Segall

Mostra ‘O desenho de Lasar Segall’
Até 17/6 – quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo (SP)
Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.
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Exposição ‘A Mulher e o Câncer do Colo do Útero’
Até 25/6 – segunda a domingo, de 8h às 17h30
Endereço: Museu da República – Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro (RJ)
Promovida em parceria com o Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a exposição conta com 20 painéis ilustrados e traz informações para que a população conheça melhor a doença e suas formas de enfrentamento ao longo da história até os dias de hoje.
A exposição destaca as formas de prevenção do câncer do colo do útero: a vacina contra o HPV antes do início da vida sexual (oferecida no SUS) e o exame preventivo (Papanicolaou), além do uso da camisinha. Sobre o Papanicolaou, mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual devem fazer um exame a cada três anos e, quando necessário, receber o tratamento adequado.
A exposição também é sensível às questões que a doença levanta em relação à sexualidade da mulher e aos obstáculos para a realização do preventivo, que,além da dificuldade de acesso aos serviços de saúde, envolvem desinformação,vergonha e medo, e aborda a transformação da medicina em termos de diagnóstico,prevenção e cura da doença. Os visitantes também podem conhecer um pouco dessa história nos painéis.
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Exposição ‘Contextos Afro Digitais’
Até março de 2020
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
A exposição Contextos Afro Digitais, cujo mote é mostrar como o afro-brasileiro está inserido e, sobretudo, se expressa, no universo da internet e dos meios digitais. A mostra apresenta as interações virtuais que permeiam o universo negro dentro da sociedade brasileira e faz parte do‘Projeto Selos 2019′.
O Projeto Selos tem por objetivo disseminar a missão do MAB, tem como missão institucional preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória,os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afro-descendentes, por meio de estímulo à reflexão e ao pensamento crítico, sobretudo quanto ao tema abolição, contribuindo para o fortalecimento da identidade e cidadania do povo brasileiro.
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FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)


Espetáculo ‘O último dia’
De 11 a 14/4, 19h (quinta a sábado) e 18h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
O solo de dança de Henrique Lima explora seu corpo e entrega-se ao desafio de “construir um outro em si”. Para isso, utiliza a máscara realista de um ancião, escolha que permite ao bailarino experimentar um corpo estranho. Suas próprias angústias e agonias misturam-se às do personagem construído. Além disso, a fusão facilita a ativação de suas próprias memórias. Segundo Lima, na fusão de corpos reais e inventados, “ele vive cada dia como se fosse o último”.
A improvisação também é um elemento essencial no trabalho. O bailarino usa atécnica construída ao longo de sua carreira para alcançar a liberdade e a espontaneidade, criando, a cada apresentação, “um novo universo para o corpo”e uma conexão com o público. O artista propõe as seguintes reflexões sobre a natureza de seu trabalho autoral: “Como posso dançar?”, “como é meu movimento?”. A coreografia aborda, ainda, a ideia de renovação do ciclo que um corpo pode seguir: o corpo adulto de um artista que se comunica com o mundo, marcado por caminhos percorridos, memórias de lugares passados, palcos,espetáculos e encontros.
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Espetáculo ‘Os Outros’
De 12 a 21/4, 20h (sexta a sábado) e 19h (domingo)
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
É na peça Entre Quatro Paredes – um dos mais conhecidos textos de Sartre e que serviu como ponto de partida para a montagem de Os Outros – que o filósofo assinala a famosa frase “O inferno são os outros”. Um inferno onde todo sofrimento é imposto pelo outro, pela incapacidade que cada um tem de fugir ao julgamento alheio. A morte é a objetivação final. Cada personagem vê no outro a sua salvação. O poder de escolha de cada um é, ao mesmo tempo, uma liberdade e uma prisão, pois a escolha, apesar de ser flexível, é obrigatória.
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Espetáculo ‘Auto da Compadecida’
13/4, 19h
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
A montagem Auto da Compadecida é inspirada nas obras da cultura popular, com forte influência do cordel e dos autos do dramaturgo e poeta português Gil Vicente (1465 – 1536). O texto é do poeta e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014) e a direção de Rony Carvalho. No espetáculo homônimo, os parceiros Chicó e João Grilo inventam histórias impossíveis e enganam o povo de Taperoá (PB) por meio de suas narrativas mirabolantes. Chicó fantasia histórias como o “enterro do cachorro”, o “cavalo bento” e “a gaita que revivia os mortos com um sopro”. A intenção dos amigos é sobreviver à fome e à miséria em troca de algumas moedas.
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Espetáculo ‘Ariano – O Cavaleiro Sertanejo’
Até 14/4, às 19h (de domingo a domingo)
Endereço: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara, 17, Rio de Janeiro (RJ)
A peça é uma viagem ao universo nordestino, por meio de alguns ícones da sua cultura, como o cancioneiro, o sertanejo, o repente, o forró, o mamulengo e o Movimento Armorial – idealizado e dirigido por Ariano Suassuna. O objetivo do Movimento é o de valorizar a cultura popular do Nordeste, criando uma espécie de arte brasileira erudita a partir das raízes da cultura do país. No espetáculo, seis cavaleiros saem à procura de Suassuna. Invadem a cidade nordestina de Armorial munidos de muita música, amor e poesia. Eles cantam e contam a lenda do cavaleiro nordestino. “Aquele que nasceu, amou,viveu e lutou, usando as armas mais potentes: a pena e a tinta”. O cavaleiro andante, de mistérios e mitos deixou seu legado e perpetuou suas histórias,sendo intitulado Ariano – O Cavaleiro Sertanejo.
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Espetáculo ‘Os Lunáticos’
De 19 a 20/4, às 15h
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Conhecida como Drika, uma garota inteligente e solitária decide mudar o visual e o apelido, passando a chamar-se Drix. Sem resultado, a personagem recorre, então, à rede social ‘Conectaí’ e cria o grupo virtual ‘Os Lunáticos’. Cinco jovens de diferentes origens e características conectam-se imediatamente: Gau, Cícera, Elvis, Benito e Dino Osório. Animada e curiosa, a menina marca um encontro presencial e percebe que cada integrante é único e apresenta uma visão de mundo distinta. No entanto, Dino Osório não chega à reunião e envia ao grupo um pedido de socorro. Quando se unem para cumprir a missão, as crianças se deparam com sentimentos novos: afeto, amizade, ciúmes e inveja. Todos os integrantes descobrem a complexidade humana: são fortes e fracos, medrosos e corajosos, ativos e passivos, amáveis e odiáveis. O espetáculo – que mistura a estética da cultura pop dos anos 1980 e 1990 a elementos do universo digital – aborda o autoconhecimento, a empatia e a relação com o espaço público, além da importância da arte na sociedade.
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Espetáculo Abujamra Presente é uma homenagem ao ator e diretor Antônio Abujamra (1932-2015) (Foto: Divulgação)

Espetáculo ‘Abujamra Presente’
De 19 a 29/4, às 19h
Endereço: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara, 17, Rio de Janeiro (RJ)
A montagem é um tributo ao ator, diretor e fundador da Cia Fodidos e Privilegiados, Antônio Abujamra (1932-2015). Nesse mesmo espaço, em 1991, foi encenada a peça Um Certo Hamlet, que rendeu ao artista o Prêmio Molière de Melhor Diretor. Segundo o diretor João Fonseca, o objetivo da montagem é apresentar às novas gerações o trabalho de Abujamra, sua irreverência e humor ácido, tão presentes nas montagens do artista. Abujamra Presente é uma colcha de retalhos que traça um panorama desde o primeiro espetáculo Um Certo Hamlet, de William Shakespeare, até o último, Louca Turbulência (coletânea de peças), todos dirigidos pelo artista. Cenas de A Serpente e O Casamento, ambas de Nelson Rodrigues; Tudo no Timing, de David Ives, e As Fúrias, de Rafael Alberti, que estrearam no Teatro Dulcina nos anos 1990, estão nessa homenagem. Obras de Ariano Suassuna, Fernando Pessoa e Bertold Brecht também dão vida à montagem.
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Espetáculo ‘Abigail Williams ou De onde surge o Ódio’
Até 28/4, às 20h (sexta e sábado) e às 19h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
O espetáculo, com direção de Nathália Bonilha e dramaturgia de Vinicius Garcia Pires e da Cia Ato Reverso, é inspirado na peça teatral As bruxas de Salém, de Arthur Miller, e atualizado para a contexto político e social contemporâneo. A partir da história de Abigail Williams e de seu envolvimento no processo de caça às bruxas instituído pelo governo fictício de SS (Salém-São Paulo), a montagem aborda as relações entre os campos político, religioso e midiático, remetendo à manipulação da opinião pública e à intolerância moral. O espetáculo propõe uma reflexão sobre as questões: “De onde nasce o ódio? Como a sociedade em que vivemos permite e promove o extermínio diário de parte de nós mesmos? Quais são as bruxas caçadas atualmente e por quais razões?”
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Ministério da Cidadania