Lei de Incentivo à Cultura

Inclusão e acessibilidade sobem ao palco do auditório Ibirapuera

Espetáculo Dança que se Dança faz parte do projeto Corpos em Luz, do Instituto Olga Kos, que conta com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, por meio do qual captou R$ 690 mil

publicado: 05/11/2019 17h19,
última modificação: 05/11/2019 17h19
Foto: IOK/Divulgação

Dança que move os corpos, os corações, as mentes, os sorrisos. Dança que se Dança. Este é o nome do espetáculo que contou com a participação de cerca de 90 alunos com deficiência intelectual e/ou em situação de vulnerabilidade social do Instituto Olga Kos (IOK), na noite deste domingo (3), no auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A apresentação encerrou o projeto Corpos de Luz – A Dança da Inclusão, para o qual o IOK captou R$ 690 mil junto a patrocinadores com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cidadania.

Presente à apresentação, o secretário de Difusão e Infraestrutura Cultural do Ministério da Cidadania, Paulo Nakamura, destacou que, por meio da cultura, pessoas como os alunos do IOK têm a chance de se desenvolverem. “O espetáculo mostra isso, desde o início, dos passos básicos até a superação. Mostra também a dedicação das famílias e dos instrutores com os alunos e, acima de tudo, demonstra que eles não estão sozinhos nessa caminhada”, comentou.

Espontaneidade

O nome do espetáculo vem de uma frase do artista plástico Hélio Oiticica, que dizia que a dança é a dança que se dança, querendo demonstrar que essa expressão artística precisava ser espontânea, natural. Foi seguindo essa ideia que o diretor Gustavo Paulino montou o espetáculo.

“Estamos levando a um dos palcos mais importantes da cidade um grupo que, habitualmente, é marginalizado pela sociedade, quer seja por sua condição intelectual, quer seja pela vulnerabilidade social”, afirma o diretor. “Com isso, trabalhamos a inclusão e a acessibilidade para um grupo enorme de pessoas e de uma maneira legítima”, destacou.

Corpos em Luz

O Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) é uma associação sem fins lucrativos, que desenvolve projetos artísticos e esportivos aprovados em leis de incentivo fiscal, para atender, prioritariamente, crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual. Ao longo de um ano, os alunos do IOK participaram de oficinas para desenvolver o espetáculo.

Todo o trabalho foi organizado por uma equipe multidisciplinar de pedagogos, psicólogos e instrutores de dança, em seis instituições parceiras na cidade de São Paulo: Oficina Cultural Oswald de Andrade, Centro Cultural Olido, CEU Campo Limpo, CECCO Manoel da Nóbrega, CECCO Ibirapuera e CIEJA Campo Limpo.

Segundo o secretário Nakamura, o espetáculo foi a coroação de um ano de trabalho, tanto para os profissionais do IOK, como também para os familiares que acompanharam o processo. “O espetáculo trouxe muita emoção, principalmente para os familiares na plateia. Às vezes, quase se podia sentir o medo e a insegurança de deixar seus parentes subirem ao palco, mas, pouco a pouco, esse sentimento cedia, à medida em que o espetáculo evoluiu. Foi tudo muito emocionante, foi uma coroação do trabalho”, completou.

Lei Federal de Incentivo à Cultura

A Lei Federal de Incentivo à Cultura contribui para ampliar o acesso dos cidadãos à cultura, uma vez que os projetos patrocinados devem oferecer uma contrapartida social. Ou seja, se quiserem contar com o apoio da legislação para captar recursos, eles têm que distribuir parte dos ingressos gratuitamente e promover ações de formação e capacitação junto às comunidades – as chamadas contrapartidas sociais.

Por meio do mecanismo, criado em 1991 pela Lei 8.313, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos, exposições, shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural. O valor investido, total ou parcial, é abatido do imposto de renda.

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Ministério da Cidadania

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