Patrimônio

Livro sobre as fortificações de Pernambuco é lançado em Brasília

“Novas (velhas) Batalhas – Educação patrimonial no contexto das fortificações de Pernambuco” registra as referências culturais das fortificações com a comunidade

publicado: 29/04/2019 17h31,
última modificação: 29/04/2019 17h31

Nesta segunda-feira (29), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Embaixada dos Países Baixos lançaram o livro Novas (velhas) Batalhas – Educação patrimonial no contexto das fortificações de Pernambuco. A publicação reúne um significativo registro das referências culturais das fortificações a partir do olhar da comunidade na qual elas estão inseridas.

A cerimônia de lançamento foi na sede da Embaixada, em Brasília, e contou com a presença do secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires; da presidente do Iphan, Kátia Bogéa; do embaixador da Holanda no Brasil, Kees van Rij, da diretora do Escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Brasília, Marlova Noleto, e de outras autoridades locais.

O livro, que foi lançando oficialmente no último dia 22, em Recife (PE), é resultado do projeto Educação e Patrimônio compartilhado: Brasil e Holanda, realizado no Forte das Cinco Pontas, no Forte Brum, no Forte Orange e em suas imediações. A Embaixada dos Países Baixos investiu R$ 120 mil na ação, a partir de um edital de 2017.

Desenvolvida pelo Iphan em parceria com o Museu da Cidade do Recife e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundar/PE) com o apoio das prefeituras de Recife e de Itamaracá, a ação tem como objetivo apoiar projetos de cooperação com organizações nacionais dentro da política de Patrimônio Cultural compartilhado da missão diplomática holandesa.

Ao longo de 2018, o projeto mobilizou professores e alunos de sete escolas do Recife e da Ilha de Itamaracá, para a elaboração de um inventário participativo, desenvolvido pelo Núcleo de Educação Patrimonial do Iphan. Os resultados alcançados pelo projeto foram organizados na publicação pela jornalista e escritora Gabriela Romeu.

“Essa participação de professores e alunos de escolas pernambucanas é muito importante. É essencial o pessoal se envolver, entender o que aquele patrimônio significa. Se esses lugares históricos não tiverem esse sentido, eles tendem a desaparecer, a não serem preservados. As pessoas nem sempre entendem o que significa aquela casa antiga perto da casa delas, e se isso não ocorrer elas não vão valorizar e dar a dimensão que aquele espaço de história de fato representa”, destaca o secretário especial da Cultura, Henrique Pires.

Secretário Henrique Pires (quarto da esquerda para a direita) participou da cerimônia de lançamento (Foto: Iphan)

Os capítulos se iniciam sempre com um relato da experiência de um dos participantes do projeto, buscando sensibilizar os leitores para a importância da educação patrimonial. A proposta visa, também, apresentar o processo de se construir um inventário participativo, inspirando novas práticas que possam atuar com o mesmo objetivo.

Exposição no Forte das Cinco Pontas

A publicação deu origem também a uma exposição, para ampliar o conteúdo já abordado em suas páginas, refletindo as experiências e a percepção territorial da comunidade. A mostra ficará aberta à visitação pelo período de seis meses no Museu da Cidade do Recife, localizado no Forte das Cinco Pontas, podendo seguir depois em itinerância para as outras fortificações.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania