CURTAS METRAGENS

Ministério da Cidadania apoia 30º Festival Internacional de São Paulo

Evento recebeu R$ 400 mil de edital da Secretaria do Audiovisual para festivais, mostras e eventos de mercado

publicado: 22/08/2019 15h32,
última modificação: 18/09/2019 16h02
Foto: Divulgação

Toda a versatilidade do curta-metragem nacional e internacional poderá ser conferida entre esta quinta-feira (22) e 1º de setembro, no 30º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. O evento conta com o apoio do Ministério da Cidadania, que aportou R$ 400 mil para sua organização por meio do edital nº 11/2018 – Festivais, Mostras e Eventos de Mercado Audiovisual, lançado pela Secretaria do Audiovisual (SAv).

Segundo o secretário do Audiovisual, Ricardo Rihan, o fato de o festival ter chegado à sua trigésima edição diz muito sobre a importância do curta-metragem. “Esse formato é de extrema importância para o audiovisual. Por permitir a experimentação de novos formatos e linguagens, o curta-metragem revela talentos. É onde as grandes novidades aparecem e os grandes talentos são revelados”, concluiu.

Durante os 11 dias do evento, serão exibidos 324 filmes, de 53 países. Os filmes estão distribuídos entre: Mostra Principal Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros, que revelam um panorama do cinema atual em todo o mundo. A programação traz ainda a inédita Mostra Limite, para filmes de linguagens e estéticas experimentais.

A agenda também inclui os Programas Especiais, que trazem atrações já tradicionais do festival, como a Mostra Infantojuvenil. Para as atividades paralelas, a organização do festival apresenta uma série de debates e workshops, como o Curta & Mercado, bem como as Oficinas Kinoforum, que completam 18 anos nesta edição.

Homenagem e Mostra Competitiva

O cineasta Jorge Furtado é o homenageado desta edição. Roteirista e diretor de “Ilha das Flores”, que completa 30 anos em 2019, Furtado alcançou fama mundial com o curta. O filme está na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), além de já ter sido premiado em festivais de cinema internacionais, como o de Clemont-Ferrand, na França.

Pela primeira vez, o festival realiza uma mostra competitiva, dedicada apenas às produções nacionais. Segundo a diretora do evento, Zita Carvalhosa, o fomento é indispensável para o setor.

“O curta-metragem tem uma característica muito interessante, que é não ser um produto formatado para o mercado. Por não estar completamente comprometido com um mercado específico e, por conta disso, não ter um formato determinado, o curta está ganhando todas as telas e é preciso fomentar isso. No celular, no iPAD, no cine, o formato curta é muito privilegiado”, conta a diretora.

Acesso gratuito

Desde suas primeiras edições, o festival busca captar recursos via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Ao todo, já captou mais de R$ 9 milhões em patrocínio junto a empresas e pessoas físicas, por meio da isenção fiscal prevista em lei. Com entrada gratuita, as exibições acontecem em diversos pontos da capital paulista. A programação completa pode ser acessada aqui.

Vale destacar as sessões que serão realizadas nas Estações Cidadania, centros que integram, em um mesmo espaço, programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer.

Lei Federal de Incentivo à Cultura

Principal ferramenta de fomento à Cultura do Brasil, a Lei Federal de Incentivo à Cultura contribui para que milhares de projetos culturais sejam realizados, anualmente, em todas as regiões do País. Por meio dela, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos, exposições, shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural. O valor investido, total ou parcial, é abatido do Imposto de Renda. A Lei também contribui para ampliar o acesso dos cidadãos à cultura, já que os projetos patrocinados são obrigados a oferecer uma contrapartida social, ou seja, eles têm que distribuir parte dos ingressos gratuitamente e promover ações de formação e capacitação junto às comunidades. Criado em 1991 pela Lei 8.313, o mecanismo do incentivo à cultura é um dos pilares do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

Sobre as Estações Cidadania

Localizadas em regiões de alta vulnerabilidade social, as Estações Cidadania reúnem ações de cultura, esportes, assistência social e capacitação profissional, além de políticas de prevenção à violência, em um único espaço. Em 2019, 11 Estações Cidadania já foram inauguradas. A gestão do local é compartilhada entre as prefeituras e a comunidade, com a formação de um grupo gestor composto pela sociedade civil organizada, moradores e secretarias municipais.

Serviço

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania