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Ministério da Cidadania lamenta falecimento do músico João Gilberto

Considerado um dos pais da bossa nova, João é autor de uma característica batida no violão que, aliada a uma interpretação vocal intimista, revolucionou a música brasileira

publicado: 06/07/2019 21h08,
última modificação: 06/07/2019 21h19
O cantor, violonista e compositor deixa três filhos e um grande legado para a música do Brasil e do mundo (Foto: Adenor Gondin – Governo do Estado da Bahia)

A cultura brasileira foi além por causa dele: João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, baiano nascido em Juazeiro, em 1931. João faleceu neste sábado (6), aos 88 anos, no Rio de Janeiro. O cantor, violonista e compositor deixa três filhos e um grande legado para a música do Brasil e do mundo. Considerado um dos pais da bossa nova, João é autor de uma característica batida no violão que, aliada a uma interpretação vocal intimista, revolucionou a música.

O secretário especial da Cultura, Henrique Pires, prestou homenagem ao artista neste sábado. “Morre um gênio, que revolucionou e projetou a música brasileira mundo afora. Sua obra é brasileira e universal ao mesmo tempo. Em qualquer país do mundo, a batida da bossa nova, criada por ele, identifica positivamente o Brasil”, afirmou. João Gilberto foi responsável por amplificar o alcance da música brasileira no mundo a ponto de influenciar o jazz norte-americano, por exemplo.

A obra definitiva para essa grande influência é Getz/Gilberto, de 1964, gravado em parceria com o saxofonista norte-americano Stan Getz. O disco ocupou o 2º lugar da parada de sucesso da revista Billboard durante 96 semanas e tornou-se um dos 25 discos mais vendidos do ano. Ele também rendeu à dupla o prêmio Grammy (Best Album), tendo recebido quatro das nove indicações.

Antes disso, no Brasil, João Gilberto já havia lançado um icônico 78 rpm contendo Chega de saudade e Bim bom, de sua autoria. O histórico disco foi citado mais tarde como referência para diversos artistas, tornando-se um marco para a bossa nova. No mesmo ano, em 1958, uma gravação de Chega de Saudade na voz de Elizeth Cardoso tinha recebido acompanhamento do violão de João Gilberto, no LP Canção do amor demais.

O estilo inigualável e a parceria musical com outros notáveis, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes, alçaram João Gilberto a um patamar único na história da música brasileira. E a música brasileira, pela voz e pelo violão do artista, a uma notoriedade única no mundo.

A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania lamenta o falecimento do artista e manifesta sentimentos de pesar a família, amigos, colegas e admiradores de João Gilberto.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania