Ibram

Museu da Abolição, em Recife, guarda história dos afrodescendentes no Brasil

Acervo da instituição tem peças do cotidiano de senhores e escravos, que vão desde cartas de alforria a instrumentos de tortura

publicado: 26/06/2019 17h26,
última modificação: 26/06/2019 21h09
Localizado no sobrado que foi residência do conselheiro abolicionista João Alfredo, o MAB tem como missão preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes (Foto: MAB)

Para contar a história do Brasil, é necessário abordar a época em que a escravidão era uma prática comum no país, do período colonial até pouco antes do fim do império. Reunir informações desse período é a missão do Museu da Abolição – Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira (MAB), localizado em Recife, capital de Pernambuco, e administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania.

Localizado no sobrado que foi sede do Engenho Madalena e residência do conselheiro abolicionista João Alfredo, o museu foi oficialmente inaugurado em 1983. Tem como missão institucional preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes.

Atualmente, o MAB guarda e conserva um importante acervo, sobretudo para os que querem entender a cultura afro-brasileira e o processo de resistência e de afirmação. A diretora-substituta do museu, Daiane Carvalho, conta que a instituição possui um vasto material da época da escravidão, entre eles várias cartas de alforria. “Também fazem parte do acervo objetos de tortura, santos, peças religiosas, objetos decorativos de casa grande, uma coleção de 109 peças étnico-africanas e obras de arte contemporânea de alguns artistas brasileiros, entre outros objetos artísticos e históricos voltados à cultura afro”, explica. O museu possui ainda uma coleção de 1400 fotografias e 1352 slides ligados à sua temática.

Além de conferir o acervo do museu, que tem mais de 6,3 mil metros quadrados de área, os visitantes também podem desfrutar de um jardim arborizado, com teatro de arena e espaço para lanche.

A tela Venus de Abdula, de Ramon Martins, é uma das obras que integram o acervo do museu (Foto: MAB)

Serviço

O Museu da Abolição fica na Rua Benfica, 1150, no bairro de Madalena, em Recife. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 13h às 17h. O visitante pode conhecer o museu por conta própria ou solicitar o acompanhamento de um dos mediadores.

A entrada é gratuita. É permitido fotografar e filmar para fins não comerciais. Pessoas com deficiência podem pedir assistência à equipe do museu.

Mais informações:
Telefone: 55 (81) 3228-3248
E-mail: mab@museus.gov.br

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Ministério da Cidadania