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Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, vai receber investimentos de R$ 25,5 milhões

Recursos são para restauração de fachadas, cúpulas, terraço e claraboia e implantação de sistemas de segurança contra incêndio e pânico

publicado: 01/07/2019 13h38,
última modificação: 03/07/2019 20h46
Localizado no centro do Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes tem a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, com um acervo de cerca de 70 mil itens (Foto: Divulgação)

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, vai receber investimentos de cerca de R$ 25,5 milhões para restauração das fachadas, cúpulas, terraços e claraboias e para implantação dos sistemas de segurança contra incêndio e pânico e modernização da entrada de energia. Os recursos são provenientes de condenações judiciais, multas e indenizações repassadas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça, para a reparação de danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

“Esta é mais uma boa notícia para a comunidade brasileira e carioca de uma maneira geral. Vamos começar as obras ainda neste ano, permitindo que o mais importante museu de artes do país tenha a modernização tão esperada”, destacou o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires. A previsão é que as obras sejam concluídas até 2022.

Localizado na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes tem a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, com um acervo de cerca de 70 mil itens, entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros.

“Temos neste prédio, que é uma joia, um acervo bicentenário. São coleções estruturantes da arte brasileira e coleções estrangeiras de grande relevância, reconhecidas mundialmente. Além disso, parte do nosso acervo também é reconhecido e tutelado como memória do mundo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)”, destaca a diretora do museu, Mônica Xexéo.

O prédio que sedia o MNBA foi tombado pelo Iphan como patrimônio histórico em 1973 (Foto: Divulgação)

O prédio do MNBA foi projetado em 1908 pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios, para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes. Em 1973, foi tombado como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2003, passou a abrigar o museu, que é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) desde 2009. Tanto Iphan como Ibram são instituições vinculadas ao Ministério da Cidadania.

Além do Museu Nacional de Belas Artes, outros 28 projetos da área cultural, ligados a museus, bibliotecas e edifícios tombados como patrimônio histórico, também serão contemplados com recursos do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com um investimento total de mais de R$ 200 milhões. Saiba mais neste link.

Bruno Romeo
Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania