Patrimônio

Na Bahia, São Félix e Itaparica têm bens restaurados pelo MinC/Iphan

Obras de restauração somam quase R$ 3 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Cultura e do PAC Cidades Históricas

publicado: 28/12/2018 10h13,
última modificação: 14/01/2019 17h54
Paço Municipal de São Félix recebe obras de restauro. Foto: Acervo Iphan

Nesta sexta-feira (28), as cidades baianas de Itaparica e São Félix recebem dois bens culturais revitalizados, após passarem por obras de restauração, promovidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Retratos da ocupação do território e representantes do Patrimônio Cultural da Bahia, os municípios estão entre os 11 conjuntos urbanos protegidos no Estado pelo Instituto.

Em São Félix, no Recôncavo Baiano, o Paço Municipal recebeu ações emergenciais e de restauro. O edifício, construído no final do século XIX, abrigava a sede da Prefeitura até 2013, quando foi interditado por graves problemas estruturais. As intervenções realizadas pelo Iphan, com orçamento de mais de R$ 1,2 milhão proveniente do Fundo Nacional de Cultura (FNC), garantiram a preservação da integridade do bem, que á parte do conjunto tombado da cidade.

Também foram executadas a recuperação dos elementos arquitetônicos e artísticos, a melhoria dos espaços internos e a modernização das instalações. Dessa forma, será possível a retomada das atividades da Administração Municipal, em plenas condições de atendimento aos servidores e cidadãos. As intervenções tiveram duração de 11 meses.

Itaparica

Igreja de São Lourenço, em Itaparica, teve a estrutura arquitetônica e de bens artísticos recuperada. Foto: Acervo Iphan

Em Itaparica, duas obras de restauro estavam em execução: a Igreja de São Lourenço e a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento. A primeira delas já foi finalizada e também será entregue à população no dia 28, depois de receber um investimento de mais de R$ 1,76 milhão, também por meio do Iphan, advindos do PAC Cidades Históricas.

A igreja, cujos primeiros registros são do século XVII, é marcada pela simplicidade e robustez, que levaram ao seu tombamento individual como Patrimônio Cultural Brasileiro, em proteção que se estende a todo seu acervo. A intervenção realizou a recuperação da estrutura do templo – incluindo toda a parte arquitetônica – e dos bens artísticos e integrados, como imagens sacras e altares.

Somando quase R$ 3 milhões, as intervenções são parte de uma série de investimentos que o Iphan tem feito no Patrimônio Cultural da Bahia nos últimos anos. Só pelo PAC Cidades Históricas já são quase R$ 105 milhões investidos, com obras também nos municípios de Salvador, Maragogipe e Santo Amaro.

Assessoria de Comunicação
Com informações do Iphan
Ministério da Cultura