Economia Criativa

“O governo está comprometido em estimular o setor cultural”

Secretário especial da Cultura participou de seminário sobre produção audiovisual em Los Angeles. Henrique Pires retorna ao Brasil nesta sexta (14)

publicado: 14/06/2019 16h58,
última modificação: 14/06/2019 17h00
O financiamento do setor via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) foi destacado pelo secretário especial da Cultura, Henrique Pires (Foto: Divulgação)

O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, participou do seminário Produzindo Cinema e TV no Brasil e nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (13), em Los Angeles (EUA). Organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Califórnia (BCCC), o evento apresentou possibilidades de negócios no setor audiovisual entre os países. Em agenda oficial, Henrique Pires fez o discurso de abertura e teve a oportunidade de apresentar aos presentes – membros do consulado brasileiro, representantes do audiovisual norte-americano e empresários brasileiros que vivem nos EUA – os números da indústria criativa no Brasil e as expectativas de crescimento para os próximos anos.

O financiamento do setor via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), categoria específica do Fundo Nacional de Cultura (FNC), foi destacado pelo secretário especial da Cultura. Pires informou aos presentes que, entre 2013 e 2019, o fundo destinou cerca de US$ 700 milhões para o setor, o que tornou o FSA um dos maiores fundos de investimentos públicos voltados ao audiovisual do mundo. Também foram apresentados os números da Lei Federal de Incentivo à Cultura, por meio da qual 55.998 projetos culturais captaram aproximadamente US$ 4,8 bilhões entre 1992 e 2018.

Henrique Pires reforçou que o governo federal está comprometido em continuar com os investimentos no setor, considerado fundamental para o crescimento da economia criativa como um todo. “É ciente disso que o Governo está comprometido em aportar estímulos para impulsionar ainda mais o crescimento do setor no Brasil”, afirmou. Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) aponta que a economia criativa representa 2,64% do PIB brasileiro. Em 2016, o setor contava com 108 mil empresas que geravam 750 mil empregos diretos, cuja remuneração média chega a ser o dobro do salário mínimo.

Diversidade Cultural

Na agenda no exterior, o secretário especial da Cultura frisou o potencial criativo da cultura brasileira. “Nesses dias, em que a produção tem-se tornado também mais global e multicultural, ouvi muito sobre o potencial que contar com uma população diversa, com uma cultura dinâmica e rica, tem para o mercado mundial”, disse. Pires destacou a presença dos secretários de cultura do estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, e do Distrito Federal, Adão Cândido, que integraram a comitiva brasileira. Os gestores locais terão a oportunidade de aplicar iniciativas de fomento ao setor e então, compartilhá-las com os demais estados brasileiros.

Sobre a regulação brasileira e a transparência no ambiente de negócios, que foram pauta de reuniões com executivos norte-americanos, Pires afirmou que pretende simplificar os mecanismos de estímulo e fomentar políticas que criem ainda mais oportunidades no mercado nacional.

Dados da PricewaterhouseCoopers (PWC) indicam que entre 2012 e 2018, o setor cinematográfico brasileiro cresceu de US$ 580 milhões para US$ 750 milhões. E a estimativa é que chegue a US$ 1.073 bilhão em 2021, um crescimento médio de 6,82% ao ano. Para TV paga e vídeo on demand (VOD), as expectativas de crescimento anual são 2,5% e 8,8%, entre 2018 e 2021 – ano em que devem gerar, respectivamente, cerca de US$ 7,5 bilhões e US$ 276 milhões.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania