RECONHECIMENTO

Prêmio Culturas Populares estimula projeto de arte inclusiva em Aracaju (SE)

Federação sergipana que atende cerca 150 pessoas com deficiência foi uma das agraciadas na edição 2019 da premiação concedida pelo Ministério da Cidadania

publicado: 26/12/2019 19h26,
última modificação: 24/01/2020 19h07

A inclusão por meio da arte. Há onze anos, a Federação Nacional de Arte Albertina Brasil, localizada na capital sergipana, tem como bandeira a inserção das pessoas com deficiência a equipamentos e eventos culturais, por meio de oficinas e workshops gratuitos nas áreas de dança, teatro, música e audiovisual. A federação, que atende cerca 150 pessoas, foi uma das 250 agraciadas com R$ 20 mil cada, no Prêmio Culturas Populares 2019.

Com as oficinas oferecidas, a instituição já ajudou a constituir importantes grupos artísticos, como é o caso da Companhia de Dança Loucurarte – um grupo de dança em cadeira de rodas integrado por oito cadeirantes e três andantes. Além de Sergipe, a companhia já se apresentou em outros estados brasileiros, além de participar de campeonatos.

Para o presidente da Federação Nacional de Arte Albertina Brasil, o médico Manoel Carneiro, o Prêmio Culturas Populares vai ajudar a qualificar as atividades da federação para que mais casos de sucesso, como o Dança Loucurarte, tenham espaço na sociedade. “O Culturas Populares dá essa abertura para que as pessoas conheçam quem faz trabalho com a cultura inclusiva. E também incrementa as ações que estamos fazendo. O prêmio ajuda a melhorar as oficinas, a ampliar, a melhorar a organização dos eventos que a gente faz. Você compra material, você repõe material que às vezes você usa, mas não é o ideal. Então, além do reconhecimento do trabalho que é feito, ainda ajuda na sua manutenção e na sua melhoria”, afirma Carneiro.

O prêmio de R$ 20 mil já tem destino: a cada dois anos, a federação realiza a Mostra Albertina Brasil de Artes sem Barreiras. Grupos de dança de cadeira de rodas, artistas com deficiência visual, auditiva, ou pessoas com transtornos mentais de todo o Brasil se reúnem na capital Aracaju e nas cidades do entorno para celebrar a inclusão. Além de custear parte da mostra, o prêmio também vai financiar a 1ª edição do Open Brasil de Dança em Cadeira de Rodas. O evento vai reunir grupos de dança de Sergipe e, também, dos estados de Minas Gerais, Pará, Paraíba e São Paulo.

Para a secretária da Diversidade Cultural da Secretaria Especial da Cultura, Jane Silva, o desafio da pasta, nas próximas edições, é tornar o Prêmio Culturas Populares ainda mais próximo dos pequenos municípios, nas cinco regiões do País. “O segredo é abrir o leque, mesmo. E eu estou muito empolgada com isso. O nosso desafio vai ser fazer uma edição que possa contemplar de norte a sul, de leste a oeste, todos os municípios do Brasil”, disse.

A 7ª edição do Prêmio Culturas Populares homenageou o cantor, compositor e ator gaúcho Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha. Foram premiados 150 mestres e 100 grupos, associações e pessoas jurídicas, com o total R$ 5 milhões. A iniciativa contribui para fortalecer e dar visibilidade à cultura popular brasileira.

Irmã Albertina Brasil

A Federação Nacional de Arte Albertina Brasil é uma instituição criada em homenagem à irmã Albertina Brasil. Reconhecida pelo trabalho de inclusão das pessoas com deficiência por meio da arte, a religiosa foi uma das fundadoras do programa Arte Sem Barreiras, que valoriza o artista com deficiência mostrando que, por meio da música, do teatro, das artes plásticas, da literatura e da dança é possível resgatar o pleno potencial humano e produzir meios de interação entre as pessoas com necessidades especiais e a sociedade. Albertina é cidadã Honorária do Estado de Sergipe e da Capital, Aracaju.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura