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Programação Cultural: Rainha de bateria tem lugar de fala na Casa de Rui

Vinculada ao Ministério da Cidadania, a fundação recebe a rainha de bateria da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, Flávia Lyra, que dará um depoimento sobre sua trajetória

publicado: 21/06/2019 14h56,
última modificação: 21/06/2019 15h06

Museu é lugar de samba? Claro que sim. A rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Flávia Lyra, fala na Casa de Rui Barbosa sobre sua trajetória e seu papel na escola de samba, no próximo dia 26. Já na Funarte, estreiam as peças Jornada e O Sonho das Pérolas, em Belo Horizonte (MG); e Ajeum e Depois dos 70, Itamar, em São Paulo (SP).

Em Brasília, o Museu de Geociências da Universidade de Brasília recebe a exposição Arqueologia e Habitantes da Pré-História, organizada em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania. E em Diamantina (MG), uma exposição fotográfica no Museu do Diamante exibe as manifestações artísticas cravadas nas pedras durante o processo de calçamento das vias do município. Confira a programação completa abaixo:

CASA DE RUI BARBOSA

A rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Flávia Lyra, é a convidada do projeto Sociedade Carnavalesca: Rainhas de bateria, da Fundação Casa de Rui Barbosa (Foto: Divulgação)

Série Sociedade Carnavalesca: Rainhas de bateria
26/6, às 12h30
Endereço: Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134 – Rio de Janeiro (RJ)

A série “Sociedade Carnavalesca: Rainhas de bateria” recebe no dia 26 de junho, às 12h, a rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense. Entrada franca, na sala de cursos da Fundação Casa de Rui Barbosa. O evento trará depoimentos das rainhas sobre sua trajetória anterior e seu papel nas Escolas de Samba. Registrados como “lugares de fala” carnavalescos e sobre a carnavalização como característica intrínseca à sociabilidade brasileira e a ser desvendada como potencial de desenvolvimento humano.
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Mostra As ideias abolicionistas de Rui Barbosa
Até 14/7, entre 10h e 17h30 (terças às sextas)
Endereço: Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134 – Rio de Janeiro (RJ)
Inspirado no artigo “As ideias abolicionistas de Rui”, de Rejane M. Moreira (ex-pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa), o Serviço de Arquivo Histórico e Institucional promove a mostra de documentos “As ideias abolicionistas de Rui Barbosa”, na Fundação Casa de Rui Barbosa. A proposta é aproximar o público visitante dos registros documentais que evidenciam o envolvimento de Rui com a causa abolicionista. Para isso, foram selecionados 16 documentos, preservados no Arquivo Rui Barbosa, produzidos entre os anos de 1860 e 1919. Os documentos registram o início do engajamento de Rui Barbosa na luta abolicionista, sua atuação parlamentar ligada a essa causa e a sua defesa de uma abolição isenta de qualquer tipo de indenização para os ex-proprietários de escravizados. Também estão expostas homenagens oferecidas a Rui por organizações como a Confederação Abolicionista, a Sociedade Comemorativa d’abolição da Infância Desvalida e o Grupo 13 de Maio de Santos.
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CINEMATECA BRASILEIRA

11º IN-EDIT Brasil
Até 23/6
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
A 11ª edição do Festival chega a Cinemateca entre os dias 13 e 23 de junho, contando com mais de 20 longas-metragens em mostras competitivas e especiais dos panoramas nacional e internacional. Entre as produções brasileiras, serão exibidas Dorival Caymmi – Um homem de afetos (2019), de Daniela Broitman; Tudo pela música – Os 20 anos da Deck (2018), de Daniel Ferro; Memórias do Grupo Opinião (2019), de Paulo Thiago; Segue o baile – Bixiga 70 (2019), de Rubens Crispin Jr.; Sound System – A voz da quebrada (2019), de Fernando Augusto; We Need Songwriters (2019), de Alexandre Petillo; Zuza Homem de Jazz (2018), de Janaína Dalri. Entre os estrangeiros, destacam-se Blue Note: It must schwing (2019), de Eric Friedler com produção de Wim Wenders; Desolation Center (2018), de Stuart Swezey; Els ulls s’aturen de créixer (Os olhos param de crescer), de Javier García Lerín; Miles Davis: Birth of the cool, de Stanley Nelson; My Generation, de David Batty narrado em primeira pessoa pelo ator Michael Caine; Studio 54, de Matt Tyrnauer, entre outros. E para encerrar a programação, haverá a exibição integral dos oitos episódios da série História secreta do pop brasileiro (2019), de André Barcinski – lançada primeiro no IN-EDIT. As sessões da 11ª edição do In-Edit Brasil tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala.
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FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

Espetáculo Jornada
De 21 a 23/6, às 19h
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)

O espetáculo Jornada reúne no palco três atrizes de diferentes gerações do teatro mineiro – Camila Morena, Gláucia Vandeveld e Juliana Martins. As três já trabalham juntas há alguns anos como professoras de teatro, mas se unem dessa vez para uma empreitada artística ao lado do diretor e dramaturgo Vinícius Souza. Na peça, eles experimentam uma cena teatral minimalista, com poucos recursos cênicos, expondo de forma crua e direta o trabalho de interpretação e performance das atrizes. A montagem é realizada através da Plataforma Planos Incríveis. Jornada se divide em três partes, em cada uma delas o espectador se aproxima, sob diferentes formas, da narrativa, das personagens e, principalmente, das próprias atrizes que as interpretam. Nesse caminho, retratos e questões da mulher contemporânea são vivenciados em cena: do riso ao choro, do afeto à raiva, da festa ao protesto. Questões como o corpo, o tempo, o amor, a liberdade e a luta contra o patriarcado são compartilhadas e debatidas no palco. Em um formato que foge ao tradicional, Jornada recorre ao improviso e à performance do elenco para revelar ao público o processo criativo e como cada uma dessas mulheres vivencia a obra. Imagine uma peça de teatro que você não teve a oportunidade de assistir. Mas você teve acesso a alguns ensaios onde as atrizes improvisavam cenas; pode assistir o contato delas com o texto da peça, e pode vê-las aos poucos dando forma às suas personagens e a uma ficção; e por fim, pode assistir a uma entrevista onde elas falam sobre a peça, sobre a arte e a vida. É esse o jogo de Jornada. É como se a peça tivesse que ser encenada pelo espectador, já que o que ele assiste são as bordas dessa peça, aquilo que ficou escondido na sala de ensaio ou que foi exposto através de uma coletiva de imprensa.
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Fantasia e aventura dão o tom do espetáculo O Sonho das Pérolas, com direção de Leonardo Fernandes (Foto: Divulgação)

Espetáculo O Sonho das Pérolas
Até 23/6, às 17h
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)

A proposta da peça é criar uma atmosfera de fantasia e aventura, tornando a montagem acessível e divertida para crianças, e também para agradar os adultos. A trama começa com dois irmãos que brincam no quarto e, debaixo do colchão, encontram um “mapa do tesouro”. Ao seguir as indicações em busca das riquezas escondidas, eles são conduzidos a uma praia fantasiosa, onde um velho pirata coleciona ostras e pérolas.
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Espetáculo Lorca em… Concerto, Teatro e Dança
Até 23/6, às 20h (sábados) e 19h (domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Dirigido por Ernesto Hypólito, o espetáculo apresenta a vida e a obra do escritor espanhol Federico García Lorca. Por meio da poesia, da música, do teatro e da dança flamenca, a encenação apresenta a Espanha governada por Francisco Franco, nos anos 1930, um período de totalitarismo político, censura e perseguição às minorias. Lorca (1898-1936) é considerado um dos mais importantes poetas e dramaturgos da Espanha. O escritor nasceu numa pequena cidade da Andaluzia, estudou direito em Granada e mudou-se para Madri, onde fez amizade com Salvador Dalí e Luis Buñuel. Nos anos seguintes, morou nos Estados Unidos e em Cuba. Voltando à Espanha, criou o movimento de teatro La Barraca. Foi perseguido por motivos políticos e por sua orientação sexual, sendo assassinado em 1936.
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Espetáculo Agamêmnon
Até 23/6, às 20h30 (sábados) e 19h (domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Em Agamêmnon, a personagem-título, rei de Micenas, volta à sua terra depois de uma campanha vitoriosa na guerra de Troia, que durou 10 anos. O herói precisa pagar por erros antigos, seus e de antepassados. Segundo a justiça dos deuses gregos, as falhas dos mortais devem ser obrigatoriamente punidas – podendo ser castigada a pessoa que cometeu o erro ou algum de seus descendentes. A esposa de Agamêmnon, Clitemnestra, recepciona calorosamente o marido, mas, em conluio com o amante, Egisto, mata o rei de Micenas e a vidente troiana Cassandra, trazida como prêmio de guerra. O assassinato é uma vingança pela morte de Ifigênia, filha de Agamêmnon e Clitemnestra, sacrificada pelo rei em oferenda à deusa Ártemis antes da partida para a guerra.
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Espetáculo Ajeum
De 28 a 30/6, às 20h (sexta e sábado) e 19h (domingo)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)

No candomblé, a palavra ajeum significa refeição, partilha de um alimento. A obra propõe a criação de redes. O diretor e coreógrafo Djalma Moura compartilha com outros pesquisadores em dança o andamento das investigações realizadas nos espetáculos solo Depoimentos para fissurar a pele e Boi da Cara Preta, em que o intérprete é guiado pelo Orixá Oya-Iansã e seus processos de transmutação: vento, búfalo e borboleta. Segundo a mitologia, o vento precede as tempestades, destrói e acalma, traz e leva embora. Uma vez que não pode ser enclausurado, remete à liberdade em toda a sua potência. O búfalo, por sua vez, sugere peso e resistência por ser um animal ameaçador e sereno. Já a borboleta é uma metáfora para a vitalidade e a resistência cotidiana, necessárias à vida em meio a construções de concreto e arranha-céus. Em Ajeum, os bailarinos são convidados a vivenciar essas experiências propostas pelo coreógrafo.
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Espetáculo Depois dos 70, Itamar
29/6, às 20h
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)

A banda de punk, poesia e performance presta homenagem ao compositor Itamar Assumpção, que faria 70 anos em 2019. Segundo o integrante do grupo Flávio Hernandes, “a arte de Itamar é única, corajosa, potente. Complexa e musicalmente rica em texturas e arranjos, é impossível compreendê-la em uma única audição. Sua poesia dialoga com o culto, com o literato, ao mesmo tempo que é popular, é honesta. A relação que ele empreendeu com sua própria obra também é singular. Poucos artistas lutaram com tanta persistência e lucidez pela integridade e veracidade de suas músicas. Homenageá-lo não é somente uma questão de manter seu nome vivo. É também necessário para entendermos a arte como fundamental para nossa existência”.
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Espetáculo Tita e Nic
Até 30/6, às 19h
Endereço: Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 17 – Rio de Janeiro (RJ)
E, então, é início de século. Época de várias descobertas, como o desentupidor de fogão a gás, borracha para panela de pressão e, claro, embarcações que não afundam, “nem se Deus quiser”. É o caso da Lamparina do Mucuripe, jangada que conduzirá a eufórica multidão às águas fétidas, que servem de cenário para o alusivo conto de amor mais hilário já assistido. Tita, a mocinha da primeira classe, e Nic, o canastrão da terceira, apaixonam-se em meio a esta viagem que não poderia dar em outra coisa que não fosse um naufrágio inimaginável. Nesta confusão, o público se depara com o desprezo de Tita por Nic e a perseguição do noivo e da mãe da moça rica. São tantas histórias e confusões dentro de um único espetáculo que vale destacar a rapidez com que as cenas são mostradas e trocadas, assim como as versatilidades dos atores, que se viram para dar vida a diversas personagens.
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Espetáculo O Quintal da Berta
Até 30/6, às 16h (sábados e domingos)
Endereço: Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 17 – Rio de Janeiro (RJ)
A peça infantil conta a história de uma menina que se muda para outra casa com sua avó. Apaixonada pela natureza, ela encontra no lugar um grande quintal, mas que não tem nenhuma plantação. Com a ajuda de seus novos amigos – um pássaro, uma lesma e até uma minhoca -, a menina resolve fazer um pomar no quintal. A montagem, do grupo Sintonia Dominó, usa a narrativa e o metateatro para trazer à reflexão algumas ideias como não gostar de comer frutas e legumes. Uma das atrizes se inspira na personagem para experimentar os alimentos saudáveis que são semeados no quintal.
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Espetáculo Dois perdidos numa noite suja
Até 28/7, às 20h (quintas a sábados) e 19h (domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
No espetáculo, Paco e Tonho trabalham como carregadores no mercado e dividem um quarto em uma hospedaria barata. Os personagens, que mantêm uma relação conflituosa, discutem sobre suas atividades cotidianas e suas perspectivas de vida. Tonho inveja Paco por ter um bom par de sapatos e atribui aos calçados gastos sua condição de pobreza. Paco, por sua vez, provoca Tonho ao mesmo tempo que o considera um grande parceiro. Certa noite, a flauta de Paco é roubada, o que desencadeia uma série de acontecimentos. Na tentativa de melhorar suas vidas, ambos são compelidos a uma ação radical. Dirigida por Marco Antônio Braz, a montagem apresenta um cenário simples, que valoriza as interpretações e permite uma reflexão sobre os dias atuais.
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INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição Menus da Belle Époque
Até 30/6
Endereço: Galeria do Sobrado Ramalho, Rua da Câmara, 124 – Tiradentes (MG)
Sede da superintendência do Iphan-MG, Rua Januária, 130 – Belo Horizonte (MG)
As cidades mineiras de Tiradentes e Belo Horizonte recebem a exposição histórica Menus da Belle Époque. Promovida pelo Governo de Minas Gerais com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a mostra é composta de cardápios de restaurantes e jantares do século XIX colecionados por D. Pedro II e, posteriormente por André Boccato. Além de sua riqueza de detalhes e beleza gráfica, os cardápios impressionam por serem documentos que revelam costumes, gostos, padrões estéticos, entre outros aspectos, além das origens da gastronomia brasileira. A mostra é baseada na pesquisa que André Boccato realizou por nove anos, o que resultou em sua própria coleção de menus parisienses da Belle Époque, e no livro “Os Banquetes do Imperador”, uma alusão a D. Pedro II, também um grande colecionador de cardápios. Os menus expostos são testemunhos históricos do nascimento da cultura gastronômica brasileira e incluem banquetes de Estado, inaugurações de estradas de ferro e eventos sociais no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outros estados. Estes menus representam um retrato fiel da gastronomia no século XIX.
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Exposição Maria de Lourdes Candido – Álbum de Família
Até 7/7
Endereço: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Rua do Catete, 179 e 181 – Rio de Janeiro (RJ)
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan) inaugurou a exposição Maria de Lourdes Candido – Álbum de Família. A mostra segue até 7 de julho apresentando a obra dessa artista popular cearense, de suas filhas Maria das Dores e Maria do Socorro e da nora Aucilene, na Sala do Artista Popular (SAP). Os temas, quadros temáticos com cenas cotidianas, se revelam como marca autoral da criação dessas artistas, que se tornaram símbolo da arte popular originada na cidade cearense de Juazeiro do Norte. Marai de Lourdes passou à modelagem de cenas em barro a partir de uma encomenda surgida em uma feira, quando começou a incorporar em sua obra assuntos como ritos de passagem, festas populares e religiosidade.
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Pontas de flecha podem ser vistas na mostra que explora a diversidade cultural na pré-história (Foto: Divulgação)

Exposição Arqueologia e Habitantes da Pré-História
Até 10/9
Endereço: Museu de Geociências da Universidade de Brasília (UnB) – Campus Darcy Ribeiro – ICC – Ala Centro – Sala AT 276/18 – Brasília (DF)

A mostra sobre a diversidade cultural na pré-história está estruturada em dois módulos temáticos. O primeiro módulo aborda elementos do patrimônio arqueológico do Distrito Federal (DF) que evidenciam a ocupação milenar do território. Apresenta artefatos de pedra dos caçadores e coletores da tradição Itaparica, fabricados há mais de 8,4 mil anos e usados na caça de animais. O material também resgata parte da história de sociedades de agricultores ceramistas que chegaram ao território da capital por volta do século X. As peças cerâmicas foram coletadas em pesquisas arqueológicas realizadas na região entre 1992 e 1995 pelos arqueólogos Eurico T. Miller e Paulo Jobim e os artefatos líticos (pedras) pelo arqueólogo Edilson Teixeira, em 2016. Já o segundo módulo traz peças arqueológicas coletadas no Estado de Santa Catarina pelo arqueólogo e Padre João Alfredo Rohr. Entre elas, estão objetos de antigos habitantes da costa e do interior, os sambaquieiros e os caçadores e coletores da Tradição Umbu. O material inclui artefatos de pedra, osso e cerâmicas, utilizados para pescar, caçar, fazer outros instrumentos, preparar alimentos e corantes, além de adornos utilizados para enfeitar as pessoas. As peças em exposição formam parte da Coleção Padre João Alfredo Rohr, tombada pelo estado de Santa Catarina em 1984. Dois anos depois, foi a vez do Iphan reconhecer esse material, com a inscrição no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Exposição Ocupação Gregori Warchavchik
Até 23/6 – quarta a segunda-feira,das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo (SP)
A exposição, dividida entre o Museu Lagar Segall e o Itaú Cultural, apresenta na sede do instituto a trajetória profissional e a obra do arquiteto reconhecido pela imprensa da época como “revolucionário de moradias”, apresentando projetos, fotos, conteúdos audiovisuais atuais e da época, artigos, recortes de jornais e material de pesquisa. No local o público pode rever, em fotografias, projetos e desenhos, casas construídas por Warchavchik – hoje desfiguradas ou já inexistentes – e prédios ainda em pé, uns conservados, outros não, que passam despercebidos por quem desconhece a obra do arquiteto. Depoimentos gravados em audiovisual de outros profissionais da arquitetura, como Aracy Amaral, contextualizam o período e a produção de Warchavchik. Já no Museu Lasar Segall, em outro percurso da mostra, são expostas referências mais intimistas sobre o arquiteto, traçando a conexão das famílias Klabin, Segall e Warchavchik, sua paixão pela fotografia e uma representação de ambiente modernista semelhante àqueles em que eles conviviam.
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Exposição A Mulher e o Câncer do Colo do Útero
Até 25/6 – segunda a domingo, de 8h às 17h30
Endereço: Museu da República – Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro (RJ)
Promovida em parceria com o Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a exposição conta com 20 painéis ilustrados e traz informações para que a população conheça melhor a doença e suas formas de enfrentamento ao longo da história até os dias de hoje.
A exposição destaca as formas de prevenção do câncer do colo do útero: a vacina contra o HPV antes do início da vida sexual (oferecida no SUS) e o exame preventivo (Papanicolaou), além do uso da camisinha. Sobre o Papanicolaou, mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual devem fazer um exame a cada três anos e, quando necessário, receber o tratamento adequado.
A exposição também é sensível às questões que a doença levanta em relação à sexualidade da mulher e aos obstáculos para a realização do preventivo, que, além da dificuldade de acesso aos serviços de saúde, envolvem desinformação, vergonha e medo, e aborda a transformação da medicina em termos de diagnóstico, prevenção e cura da doença. Os visitantes também podem conhecer um pouco dessa história nos painéis.
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Exposição O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA
Até 29/6
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A mostra “O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA” tem como fio condutor a atuação do carnaval em diferentes épocas. O primeiro núcleo retrata o Carnaval no Rio de Janeiro, o segundo núcleo apresenta os desenhos feitos por Di Cavalcanti, a convite de Villa Lobos, para os figurinos do bailado do carnaval das crianças. Por fim, a infância no Brasil no início do século XX. A exposição conta com trabalhos de artistas como Di Cavalcanti, Tomás Santa Rosa, Tereza Miranda, entre outros, pertencentes ao acervo do MNBA, além de obras da coleção do Museu Villa Lobos e uma pintura do acervo do colecionador Eduardo Cavalcanti.
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Exposição Mestres Calceteiros: a história não contada
Até 7/7
Endereço: Museu do Diamante – Rua Direita, 14 – Diamantina (MG)

O evento, desenvolvido pelos estudantes Kleber Lopes e Letícia Derigo sob a orientação da antropóloga da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Macuri (UFVJM), Ana Flávia Figueiredo, visa divulgar uma exposição fotográfica das manifestações artísticas cravadas nas pedras durante o processo de calçamento das vias do município de Diamantina. Na exposição, serão apresentadas  25 fotos tamanho 20×30 do calçamento e uma breve introdução sobre a profissão e as condições de trabalho dos calceteiros, além de um documentário seguido de uma roda de conversa sobre o tema.
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Exposição Trabalho de artista: imagem e autoimagem
Até 28/7
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 –Rio de Janeiro (RJ)
A exposição reúne obras do acervo do Museu e de outras coleções públicas e privadas. São desenhos, gravuras, pinturas e esculturas de artistas consagrados como Eliseu Visconti, Rodolfo Bernardelli, Almeida Junior, Arthur Timóteo da Costa, Helios Seelinger, entre outros, num total de 75 obras de arte. Organizada em torno de quatro eixos temáticos: As personas do artista; Alegorias do ofício; O ateliê como motivo; e O artista e a modelo, a exposição traz autorretratos e cenas de ateliê exibindo as imagens que os artistas apresentaram de si e de seu lugar de trabalho. As visitações são de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
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Mostra Entremoveres
Até 4/8
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
Através dos trabalhos artísticos e atividades formativas, a mostra apresenta a pluralidade de linguagens, de discursos, de pesquisas e de mídias produzidas por profissionais que, não raro, tem sua atuação racializada no campo artístico. A ocupação artística consiste em um laboratório em processo no Museu da Abolição, desenvolvido pelas próprias artistas ao longo dos três meses de ativação do equipamento cultural, que foi dirigido historicamente por pessoas brancas e que agora vem sendo pensado a partir da perspectiva das pessoas negras.
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Exposição A Casa da Porta Verde
Até 10/9
Endereço: Museu Victor Meirelles – Rua Rafael Bandeira – Florianópolis (SC)
A exposição A Casa da Porta Verde celebra o retorno do museu à sua sede histórica, na Rua Victor Meirelles, depois de a edificação ter passado por obras de Restauração e Ampliação que duraram três anos. Iniciando com a trajetória do pintor, seus estudos e retratos, e também com os trabalhos de seus mestres, a sequência da mostra chega às pinturas históricas buscando propor uma ligação destas com a própria Casa enquanto patrimônio histórico nacional, tombado pelo IPHAN em 1950.
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Exposição Festival de Esculturas do Rio
Até 22/9
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)

O Festival, idealizado pelo produtor e curador Paulo Branquinho, tem o propósito de promover o intercâmbio entre artistas de diversas gerações, origens e linguagens, além de oferecer ao público sensações visuais, táteis e sonoras, proporcionadas pelas esculturas e instalações apresentadas. Para a elaboração das esculturas, foram utilizadas como matérias-primas madeira, plástico, aço, cerâmica e alumínio. Nas mãos dos artistas Ângelo Venosa (RJ), Boris Romero (Uruguai), Cris Cabus (RJ), Dudu Garcia (RJ), Frida Baranek (RJ), Hans Hoge (Alemanha), Jesper Neergaard (Dinamarca), Lorena Olivares (Chile), Marcos Cardoso (RJ) e Susana Anágua (Portugal), as esculturas dão forma a abordagens sociais, inspirações da natureza, sentimentos e sensações.
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Exposição Diário de Cheiros: Affectio
Até 29/9
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A instalação “Affectio” é construída por seis mesas de aço corten com ânforas olfativas feitas em vidro soprado, técnica que a artista abraçou desde 2016 e que continua a desenvolver nos estúdios do Urban Glass, em Nova York. Cada ânfora recebe o nome do cheiro criado por Josely com o apoio da Givaudan do Brasil e da empresa Ananse. São eles: “Pimenta”, “Lacrimæ”, “Barricada”, “Anoxia”, “Poeira” e “Dama da Noite”. Este último, contudo, ganha uma sala especial no MNBA, na cor tonalidade carmim que, segundo a artista, remete à sensibilidade, à potência e força feminina, entendidas aqui como possível opção de mediação de conflitos. A mostra é um desdobramento de “Teto de Vidro: Resiliência”, que foi exibida no ano passado no Museu de Arte Contemporânea – MAC USP e concorre, junto de outros cinco projetos, ao The Art and Olfaction Awards 2019, premiação internacional que celebra e premia artistas e perfumistas experimentais e independentes.
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Exposição Contextos Afro Digitais
Até março de 2020
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
A exposição Contextos Afro Digitais, cujo mote é mostrar como o afro-brasileiro está inserido e, sobretudo, se expressa, no universo da internet e dos meios digitais. A mostra apresenta as interações virtuais que permeiam o universo negro dentro da sociedade brasileira e faz parte do ‘Projeto Selos 2019′.
O Projeto Selos tem por objetivo disseminar a missão do MAB, tem como missão institucional preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afro-descendentes, por meio de estímulo à reflexão e ao pensamento crítico, sobretudo quanto ao tema abolição, contribuindo para o fortalecimento da identidade e cidadania do povo brasileiro.
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BIBLIOTECA NACIONAL

Exposição Monteiro Lobato – o homem, os livros
Até 18/7
Endereço: Fundação Biblioteca Nacional – Av. Rio Branco, 217 – Rio de Janeiro (RJ)
A exposição ficará em dois ambientes no terceiro andar do prédio sede, na Avenida Rio Branco: o Salão de Obras Raras e a varanda do terceiro andar. Dentro do salão, um painel fará a cronologia da vida e obra de Lobato e duas vitrines mostrarão os trabalhos mais conhecidos do escritor, todos originais, sob um olhar diferenciado, através dos desenhos dos ilustradores dos livros, como Voltolino, Belmonte, Andre Le Blanc e Jean-Gabriel Villin, entre outros.
Outra vitrine mostrará os livros escritos para adultos, incluindo a primeira edição de Urupês, de 1918, a edição de 1970 de O Presidente Negro, seu único romance, coletâneas de crônicas e artigos e obras adaptadas, traduzidas e adaptadas por ele. Entre os destaques, estão um exemplar da primeira edição de Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, e cartas trocadas entre os dois autores – Monteiro Lobato era o editor de Lima Barreto.
Além das obras originais, na varanda estarão expostos os estudos e os desenhos do ilustrador Rui de Oliveira para a primeira adaptação das histórias de Lobato para a televisão, a série O Sítio do Pica-pau Amarelo.
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Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania