Representatividade

Projeto incentivado pela Secretaria Especial da Cultura conta a história de mulheres notáveis

Selecionado pelo edital de audiovisual Juventude Vlogueira, ‘O Álbum das Mulheres Incríveis’ conquistou reconhecimento nas redes sociais e, também, na televisão

publicado: 15/03/2019 18h32,
última modificação: 20/03/2019 12h59

Em busca de maior representatividade feminina na história, a cineasta Natália Milano criou o projeto O Álbum das Mulheres Incríveis. Ele é, na definição da própria autora, um álbum de colagens, inspirações femininas que gostaria de compartilhar. Selecionado pelo edital Juventude Vlogueira: Canais Culturais na Web, o projeto já conquistou grande alcance de inscrições e visualizações no canal YouTube e, neste mês, estreou no canal de TV Lifetime, como parte da programação especial do mês da mulher.

O edital voltado à juventude foi lançando em 2017, pelo então Ministério da Cultura. A iniciativa apoiou o desenvolvimento de 16 canais de conteúdos audiovisuais com temática cultural livre. Os projetos selecionados são inéditos e originais, veiculados de forma gratuita. Cada um dos contemplados recebeu R$ 50 mil.

Para Natália, a baixa visibilidade da mulher em áreas como o audiovisual, demonstrada por meio de pesquisas recentes, a fez perceber como o gênero feminino também foi negligenciado do ponto de vista histórico. “A história foi contada pelo ponto de vista masculino, por esta razão, muitas vezes as mulheres foram deixadas em segundo plano ou apagadas. A sociedade, há milhares de anos, é dominada pelo homem. Isso eu pude perceber claramente durante a pesquisa que fiz para escolher as histórias de quais mulheres eu iria contar”, afirmou.


Primeira pessoa a dirigir um filme de ficção na história, 
Alice Guy Blaché foi homenageada no último episódio da série (Foto: Divulgação)

O programa reúne histórias de um grupo diverso, composto por mulheres de diferentes áreas de atuação, como artes, esportes e ciência. “O objetivo é dar referências para que nós, mulheres, e jovens meninas, possamos sonhar alto e conquistar todos seus objetivos”, disse. O último episódio da primeira temporada, por exemplo, é dedicado à diretora de cinema Alice Guy Blaché, primeira pessoa a dirigir um filme de ficção na história. “Sou formada em Cinema, estudei em Los Angeles, e eu nunca tinha ouvido falar dela. Agora que estamos descobrindo mulheres que fizeram diferença, que mudaram a história e que a gente não conhecia. Percebi que isso me fez muita falta quando eu estava crescendo”, afirmou.

A cineasta conta que, sem o edital, O Álbum das Mulheres Incríveis não existiria. “Hoje, milhares de mulheres, meninas e homens puderam assistir e foram impactos pela história de grandes mulheres que fizeram diferença e mudaram a história do mundo. Recebo muitas mensagens de pessoas me contando que elas não conheciam essas histórias, que se sentem inspiradas. Professores usam o conteúdo em sala de aula e me mandam mensagem depois. Meu desejo é continuar contando essas histórias”, concluiu. Natália afirmou que pretende produzir uma segunda temporada para o programa.

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