Rio de Janeiro

Secretário debate valorização do patrimônio e incentivo à leitura

Henrique Pires visitou instalação e conheceu acervos do Colégio Pedro II. O secretário ainda recebeu organizadores de evento literário que movimenta a economia criativa da região

publicado: 05/06/2019 18h30,
última modificação: 26/06/2019 11h23
Secretário Henrique Pires visita o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro (Fotos: Clara Angeleas/Ministério da Cidadania)

Uma referência em patrimônio histórico e cultural brasileiro que abriga e dissemina a produção de conhecimento. Com mais de 180 anos, o Colégio Pedro II, localizado no Rio de Janeiro, conta com cerca de 12 mil estudantes da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos, distribuídos em 14 unidades. O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, visitou o campus do Centro do Rio nessa terça-feira (4), com o intuito de conhecer o acervo museal da instituição. O ministério é responsável pela política museal do País, por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O representante do governo federal ficou impressionado com o edifício e o acervo da unidade de ensino e sugeriu que as obras sejam disponibilizadas ao público em geral. “A escola possui um pequeno acervo de relevância museal exposto de maneira restrita. Uma proposta seria organizar esse acervo e constituir uma unidade classificada como museu nas dependências da escola, aberta à visitação pública fora do período escolar”, disse, ao visitar o local.

Pires lembrou que o colégio pode elaborar projetos de preservação patrimonial que podem ser apresentados ao Ministério da Cidadania ou mesmo a outros órgãos do governo federal – recentemente, 22 projetos ligados às áreas de patrimônio cultural, museus e bibliotecas foram contemplados com recursos do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça. Segundo o secretário, poderiam ser contempladas, além da preservação do acervo material e documental de relevância histórica existente na instituição, melhorias na estrutura física do local, como a modernização do sistema de esgoto e do sistema de combate a incêndio e a restauração de rede elétrica.

Sobre o Pedro II

Fundado em 2 de dezembro de 1837, em homenagem ao Imperador-Menino, o Colégio Pedro II foi a primeira unidade de instrução secundária oficial do Brasil, caracterizando-se como importante elemento de construção do processo civilizatório do Império, de fortalecimento do Estado na formação da nação brasileira.

O prédio localizado na Avenida Marechal Floriano, que abriga o campus Centro, possui uma riqueza arquitetônica e histórica inigualável. Na época da fundação do colégio, o prédio foi reformado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny. Em 1874, o edifício foi ampliado por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, discípulo de Montigny, dando à escola sua atual fachada em estilo neoclássico.

A transformação mais significativa realizada no prédio foi a construção do Salão Nobre, inaugurado em fevereiro de 1875. Em 1983, o prédio foi tombado como patrimônio pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania. Além da unidade do Centro, o colégio conta com outros 11 campi em diferentes bairros do município do Rio de Janeiro, um em Niterói e um em Duque de Caxias, além de um Centro de Referência em Educação Infantil, localizado em Realengo.

Incentivo à leitura

Jerônimo Vargas e secretário Henrique Pires

No Escritório Regional Sudeste do Ministério da Cidadania – Unidade Rio de Janeiro e Espírito Santo, localizado na capital fluminense, o secretário especial da Cultura participou de reunião sobre o incentivo e o acesso ao livro e à leitura. Na pauta principal, a edição 2019 da LER – Salão Carioca do Livro. Organizadores do evento apresentaram a expectativa em torno dos números deste ano: são esperadas 112 mil pessoas e mais de 5 mil alunos de escolas públicas ao longo dos cinco dias de evento. Segundo os organizadores, nomes como Lázaro Ramos, Marcelo Rubens Paiva, Ney Matogrosso, Leandro Karnal, Monja Cohen e Elza Soares já confirmaram a presença. O evento já recebeu patrocínio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do governo federal.

A próxima edição será realizada em novembro deste ano e vai homenagear os escritores Luis Fernando Veríssimo e Monteiro Lobato, por meio de exposição e rodas de conversa. A LER será realizada na Biblioteca Parque Estadual e no Campo de Santana, revitalizando o espaço público por meio da literatura. Entre as atividades previstas na programação, totalmente gratuita, estão oficinas, conversas, saraus, contação de histórias, intervenções poéticas, peças teatrais, exposições, homenagens e bate-papos com renomados autores.

“Estamos todos muito empenhados com a realização da LER. Além de trazermos um evento literário que oferece oportunidade a todos nas mais variadas formas, cumprimos o importante papel de ser uma ferramenta para a revitalização de importantes espaços públicos. O Festival do Leitor nesta edição será um grande parque literário que trará vida, respirando cultura e educação no Centro da cidade do Rio de Janeiro, fortalecendo o livro, a cultura, a educação e as ideias no Brasil”, afirmou o diretor da LER, Jerônimo Vargas.

De acordo com Vargas, a LER reúne todos os agentes da cadeia produtiva do livro no universo da economia criativa e fortalece os micros, pequenos e médios empresários do setor, trazendo e trocando conhecimentos.

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Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cultura