Secretário Especial da Cultura defende inclusão de artistas não atendidos por políticas públicas

Em reunião com a Ordem dos Músicos do Brasil, Ricardo Braga também debateu questões referentes à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) e ao Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC)

publicado: 09/10/2019 19h47,
última modificação: 10/10/2019 12h23

Secretário Ricardo Braga e Gerson Ferreira Tajes (Foto: Ronaldo Caldas/Ministério da Cidadania)

Brasília/DF – O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Ricardo Braga, recebeu nesta quarta-feira (09) representantes da Ordem dos Músicos do Brasil, entre eles o presidente da entidade, Gerson Ferreira Tajes. O grupo debateu questões referentes à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), responsável por avaliar projetos candidatos a captar recursos pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, e ao Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC). Braga ressaltou no encontro a importância de discutir possibilidades para levar a cultura às classes menos atendidas pelo Estado.

No encontro, Ricardo Braga sinalizou como prioridade encontrar meios de agregar à Cultura artistas de regiões que vinham recebendo menos investimentos federais. Conforme Braga, debater a inclusão desses músicos é mais importante do que discutir como aumentar o fomento no setor. “Em vez de debater o aumento de fomento, é importante, neste momento, termos novas ideias de como trazer para a cultura classes artísticas que não conseguem ser abrangidos pela lei totalmente. Então, acredito que é positivo oxigenar todo o setor e trazer novas oportunidades”, argumentou.

O assessor jurídico do Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil, Giovane Paraíso, atentou para a necessidade de discutir, junto à CNIC e ao CNPC, a valorização do trabalho de músicos de pouca expressão. “De modo que a gente possa avaliar, discutir junto o que vai ser feito nas regiões do País, onde que pode ir o investimento, para que locais deve ser direcionado, as regiões mais carentes, aquela região que precisa de fato de incentivo”, pontuou.

A Ordem dos Músicos do Brasil possui como atribuição a defesa dos interesses da categoria e estabelece a interlocução com o poder público e a sociedade, em busca de políticas públicas de incentivo à cultura da música brasileira. O Conselho Federal possui papel importante na fiscalização dos Conselhos Regionais, orientando e verificando a aplicação dos recursos arrecadados.

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