Artes visuais

Secretário Henrique Pires participa da Bienalsur em Buenos Aires

Mostra Lar Doce Lar reúne trabalhos de artistas brasileiros, argentinos, cubanos e peruanos e integra a programação da bienal, que segue até novembro

publicado: 27/06/2019 17h04,
última modificação: 27/06/2019 18h52
Da esquerda para a direita, secretário Henrique Pires, Diana Wechsler, embaixador Sérgio Danese e Aníbal Jozami (Foto: Mauro Vieira/Ministério da Cidadania)

O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, prestigiou, na noite dessa quarta-feira (26), a abertura da exposição Lar Doce Lar, na sede da embaixada brasileira em Buenos Aires. Também estiveram presentes o embaixador do Brasil na Argentina, Sérgio Danese, e o conselheiro Marcos Paranaguá. A mostra faz parte da programação da segunda edição da Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul (Bienalsur), que reúne representantes de 21 países com o objetivo de criar novos circuitos artísticos e de potencializar as relações entre as nações por meio das artes.

Henrique Pires, que está em missão oficial à Argentina para participar das reuniões do Mercosul Cultural e da Cúpula Cultural das Américas, aproveitou a abertura do evento para firmar parcerias. “Neste momento, em que o Brasil assume a presidência Pro Tempore do Mercosul Cultural, esse ímpeto da Bienalsur de dialogar e fortalecer as expressões culturais de mais de 20 países nos estimula. Inclusive, já foram feitos convites para que alguns artistas participem da Bienal de Curitiba, que será aberta em breve”, informou.

A organização da Bienalsur é feita pela Universidade Nacional de Três de Fevereiro. Criado em 2015 a partir das reuniões da plataforma Sur Global para discussão de arte e cultura contemporâneas, o evento teve sua primeira edição em 2017, com mais de 300 artistas e representação nos cinco continentes. “A Bienalsur nasceu para promover a integração entre as distintas culturas e para distribuir, expandir os conteúdos culturais próprios dos países do Sul para os países do Norte”, destaca o reitor da Untref e diretor-geral da Bienal, Aníbal Jozami.

Em 2019, a Bienalsur, que começou em maio, conta com o trabalho de mais de 400 artistas, que serão apresentados em 112 museus, embaixadas e espaços públicos mundo afora, com acesso gratuito. No Brasil, estão programadas atividades em diversos locais, como o Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a Universidade de Santa Maria, no interior gaúcho, e a Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Veja a programação completa.

Dentre os artistas que irão expor seus trabalhos nas mostras da Bienalsur destacam-se o italiano Michelangelo Pistoletto, os estadunidenses Bill Viola, Martha Rosler e David Lynch e o iraniano Reza Aramesh. Pelo Brasil, artista como Cildo Meireles, Beatriz Milhazes, Waltércio Caldas e Rosângela Rennó terão suas obras expostas.

Para o secretário Henrique Pires, a curadoria da Bienalsur está em sintonia com os temas da vanguarda artística mundial. “Essa bienal tem um aspecto bastante lúdico. Ela é totalmente contemporânea e muito representativa do que é feito em termos de arte aqui na Argentina e no mundo. Sua temática, sobre a inquietude do mundo, as novidades, a rapidez com que as coisas acontecem neste momento de mudanças tecnológicas, mudanças de modelo, dialoga muito com a da Bienal de Veneza. E o interessante é que esse tema permeia diversas exposições de arte espalhadas pelo mundo”, analisa.

Ao contrário de outras bienais, que costumam ter suas mostras organizadas em um espaço único, a Bienalsur busca, a cada edição, ampliar o número de artistas e países participantes, assim como ampliar suas fronteiras. “O principal desejo dos organizadores é poder traçar pontes entre espaços culturais que normalmente não dialogam. Desse modo, buscamos gerar novos circuitos artísticos, com outro tipo de vínculos que gerem sinergias entre Buenos Aires, Tucumán, Berlin, Paris e Montevidéu, percursos que não são previstos dentro da lógica habitual da arte”, destaca a diretora artística do evento, Diana Wechsler.

Lar Doce Lar

Composta por obras de artistas argentinos, brasileiros, chilenos, cubanos, paraguaios e peruanos, a mostra Lar Doce Lar busca mostrar o que os espaços que habitamos dizem sobre nós e como eles refletem ou não nossos modos de vida. A casa que o público é convidado a conhecer é habitada e construída por artistas que criam um território de fantasia, diferente dos ambientes da vida cotidiana.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania